Estado se posiciona na vanguarda da transição energética com a instalação de três plantas industriais focadas na extração, purificação e processamento de minerais estratégicos para a tecnologia mundial.
A Bahia está prestes a se consolidar como o principal polo mundial de processamento de terras raras fora da China. A informação foi destacada pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, durante entrevista em Salvador, na qual detalhou o projeto industrial que colocará o estado no centro da transição energética global.
O plano prevê a instalação de três plantas industriais no estado. Segundo Carballal, a estratégia não se resume apenas à extração mineral, mas em todo o ciclo de agregação de valor. “Nós vamos purificar essas terras raras na Bahia, fazer o carbonato de terras raras e, em seguida, o óxido de terras raras, utilizando tecnologia avançada para a separação”, explicou o presidente da CBPM.
O foco da operação baiana é exportar produtos de alto valor agregado, abandonando o modelo de exportação de commodities. Este diferencial coloca a Bahia em uma posição privilegiada na revolução tecnológica atual. A viabilidade técnica do projeto é sustentada pelo fato de que a extração dessas terras raras exige um processamento químico complexo, devido à semelhança entre os elementos, uma tecnologia que poucos países dominam.
A demanda global pelo insumo é explosiva. Dados mencionados durante a entrevista indicam que apenas as empresas de robótica de Elon Musk devem consumir 34 mil toneladas até 2040. Como a própria China enfrenta um déficit de produção para atender à sua demanda interna, o Brasil e, especificamente, a Bahia, emergem como o fornecedor estratégico para suprir esse gargalo mundial.
