Governador defendeu o cerco policial ao crime organizado, revelou redução de até 30% nas mortes violentas e apontou escolas de tempo integral como escudos sociais nas periferias.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), fez uma análise sociopolítica contundente sobre as engrenagens do crime organizado e as ações diárias das forças de segurança pública para frear os índices de criminalidade no estado. Em pronunciamento veiculado em cadeia regional de rádio, o chefe do Executivo refutou a estigmatização das comunidades periféricas, argumentando que as populações carentes são as maiores vítimas de uma violência cujos líderes intelectuais e financiadores operam em bairros de alto padrão aquisitivo. O gestor celebrou quedas expressivas nos índices de letalidade e vinculou a segurança de longo prazo à expansão de equipamentos sociais e educacionais de tempo integral.
O governador apresentou dados estatísticos consolidados pela Secretaria de Segurança Pública para demonstrar a eficácia das operações policiais integradas na capital e no interior do estado. Jerônimo Rodrigues celebrou os números alcançados na redução da criminalidade, pontuando que “no caso da segurança pública nós temos com os indicadores bastante, bastante reduzidos. Nós chegamos aos indicadores de mortes violentas, comparativamente ao ano anterior, batendo a casa de 26, 30% de redução. Uma morte que a gente evite eu celebrarei, assim como fico triste com a, com a vida que a gente perde. Então vamos pro debate, não estamos de braços cruzados não. Ó o que tá acontecendo agora, nós vamos para cima do crime organizado, não temos problema de enfrentar isso e nós estamos fazendo operações diárias”.
O líder baiano identificou a raiz econômica e geográfica do tráfico de drogas e armas, asseverando que a repressão policial deve atingir os escalões financeiros mais altos da sociedade, enquanto a periferia deve ser protegida com ferramentas de cidadania. O governador explicou a engenharia do crime e o papel protetor da rede de ensino integral ao afirmar que “o problema não tá às vezes na comunidade que tem lá um movimento de crime organizado, não é a comunidade que é violenta, ela é violentada. A ordem sai do, do segundo andar da classe mais abastada de dinheiro. Vocês viram as operações que aconteceram em bairros ricos em Salvador, em São Paulo, que é de lá que sai a ordem (…) na comunidade eu tenho que entrar com escola, com creche, com serviço público, com assistência social (…) e a escola de tempo integral ajuda bastante na redução e na criação de uma cultura de segurança pública (…) ele tá fora da rua, ele tá numa escola livre daqueles convites da droga, pro crime”.
