Chefe do Executivo baiano anunciou que rede estadual de saúde alcançará marca histórica até 2027 e acusou grandes municípios de negligenciarem a atenção primária e UPAs.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) apresentou metas fiscais e estruturais expressivas para a saúde pública da Bahia e fez duras cobranças a prefeitos de grandes municípios baianos que deixam de investir na rede básica de atendimento. Em entrevista concedida em Senhor do Bonfim, o governador detalhou o cronograma de expansão hospitalar gerido pela pasta de Roberta Santana, prevendo que o estado atingirá um patamar histórico de novas vagas nos próximos anos. No entanto, o gestor alertou que a eficiência dos hospitais estaduais de alta complexidade está sob risco devido ao repasse indevido de pacientes que deveriam ser tratados em postos de saúde e UPAs municipais.
O governador enumerou os canteiros de obras de novos hospitais espalhados pelo interior e capital para comprovar o ritmo acelerado de expansão das vagas do SUS. Jerônimo Rodrigues traçou o planejamento de sua gestão até o fim do ciclo administrativo, destacando: “nós em 3 anos, nós criamos 6.000 vagas de leitos, 6.000 leitos, e quando a gente for inaugurar os outros isso daí vai bater na casa de quase 10.000, 10.000 leitos em 5 anos quando a gente fechar 27. Então o esforço tá feito, as pessoas estão vendo (…) nós estamos com um hospital estadualizado aqui, outro hospital estadualizado em Jacobina, mas ao mesmo tempo construindo outro, um hospital em Paulo Afonso sendo construído, um hospital em Serrinha no Cisar, um hospital em Valença no baixo sul, o hospital entregue no extremo sul da Bahia, o hospital em Alagoinhas”.
O chefe do Executivo baiano poupou Senhor do Bonfim, mas desferiu críticas contundentes a grandes prefeituras da oposição, como Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista, acusando-as de estrangular os hospitais estaduais por pura falta de investimento municipal. O governador detalhou a auditoria diária das alas de emergência, revelando que “final de semana quando Roberta vai aos hospitais, eu sempre determino que ela (…) vá de surpresa. Aí você encontra, no, tem hospital com gente no corredor, na cadeira, numa maca. E eu não tenho receio de quando eles pegam isso e cortam e ficam falando, isso aí 90% tem caso que é 98% de quem tá ali não era para estar, era para estar numa UPA, numa UBS, no hospital municipal, numa policlínica municipal (…) Salvador não faz, Conquista não faz, Ilhéus não faz, Feira de Santana não faz, por exemplo. Então isso recai, municípios grandes”.
