Governador criticou duramente as declarações de seu adversário político, citou a crise de alfabetização em Salvador e defendeu que o debate público seja feito em torno de ideias e respeito.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) subiu o tom contra as declarações recentes de lideranças da oposição que compararam os indicadores da Bahia com os do estado de Goiás. Falando ao vivo para o Piemonte Norte do Itapicuru, o gestor classificou a postura de seus opositores como arrogante e descolada da realidade baiana, apontando que o debate político deve ser pautado pela civilidade e pela apresentação de propostas, e não pelo distrato ou pela tentativa de rebaixar a imagem do estado. O chefe do Executivo aproveitou o momento para expor gargalos educacionais na capital baiana, gerida pelo bloco adversário.
O gestor contrapôs os discursos críticos apontando falhas administrativas em Salvador no que tange à oferta de vagas em creches e alfabetização primária. Jerônimo Rodrigues desafiou os oponentes para um confronto direto de dados, afirmando: “Salvador, a pior alfabetização das capitais é Salvador. Eu quero debater isso com ele. Tô aguardando o debate para perguntar: ‘Senhor, o senhor não foi em Goiás? Só anda em Goiás pegando bons exemplos, e aqui na Bahia tem tantos bons exemplos.’ Aquela frase dele de querer humilhar, comparando a Bahia com Goiás como se… Aquilo ali é… Quem entra na política com essa empáfia de humilhar, irmão, não vai longe não, não vai longe não”.
O líder baiano utilizou passagens religiosas e uma exortação ao respeito humano para balizar seu posicionamento ético diante dos ataques desferidos nos palanques eleitorais. O governador repudiou as táticas de depreciação pessoal na política, ressaltando: “eu respondi com uma frase bíblica que eu acredito: que os humilhados serão exaltados. É a resposta. E a exaltação se dá com trabalho. De onde a gente veio, Cléber, eu não posso ficar disputando espaço com tipo de pessoa que pensa que quer humilhar, que quer machucar, que quer passar por cima. Isso não serve na política. Achei muito feio aquilo ali, não combina política (…) eu sou opositor a tal pessoa, eu tenho que respeitá-lo enquanto pessoa. O debate é em torno das ideias”.