Em visita a Senhor do Bonfim, governador comparou sistema educacional ao SUS, cobrou responsabilidade dos municípios na base e rebateu críticas da oposição sobre indicadores estaduais.
Em visita oficial ao município de Senhor do Bonfim nesta sexta-feira, dia 5 de junho de 2026, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), fez uma defesa enfática dos investimentos na educação básica e de tempo integral como os verdadeiros motores de transformação social no estado. Entrevistado no Jornal Canal Aberto, da Rádio Caraíba FM, o chefe do Executivo baiano traçou um paralelo técnico entre as estruturas da educação e da saúde pública, apontando que o sucesso do ensino médio estadual depende diretamente de uma base sólida construída pelas prefeituras na educação infantil. O gestor enfatizou que as obras de infraestrutura viária são essenciais para o bem-estar, mas isoladas não alteram a realidade social.
O governador utilizou a malha rodoviária regional para exemplificar que o desenvolvimento humano exige aportes intelectuais e pedagógicos profundos. Jerônimo Rodrigues argumentou que “quando a gente faz uma ponte, uma estrada, ó daqui para o aeroporto de Senhor do Bonfim você vai encontrar aí, me parece que é oito vias ou é, chega a 11 (…) melhora as condições de vida, melhora, mas não transforma a mente, a cabeça e o pensamento. Quem transforma é a educação. Então por isso que a gente tá aqui, por isso gente pobre não tem outro caminho se não for estudar, estudar e ter educação para poder ter alguma coisa para se segurar”.
O líder baiano recorreu à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para cobrar maior compromisso dos prefeitos com o ensino fundamental, argumentando que o Estado não consegue corrigir falhas estruturais nos anos finais. O chefe do Executivo comparou as duas principais pastas de sua administração e asseverou que “o sistema de educação é idêntico ao SUS. No SUS, o que é que diz? O município se encarrega daquela atenção primária ali (…) na educação também é assim. Se não tiver uma creche (…) se o menino ou uma menina vier com a deformação lá da ponta, não teve uma creche, não fez um fundamental um bom (…) ele vem com defasagem. Aí quando chega nos três últimos anos da educação básica, não se pode fazer milagre”.