Murilo Franca (PSB) afirma que cachês são os mesmos praticados em todo o estado e que município tem capacidade financeira para realizar a festa
O prefeito de Irecê, Murilo Franca (PSB) , saiu em defesa da gestão municipal após decisão cautelar do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) que suspendeu os pagamentos e contratos para o São João 2026 sob suspeita de cachês inflacionados. Em pronunciamento nas redes sociais nesta terça-feira (2), o gestor apresentou documentos e garantiu a idoneidade de todas as contratações, além da capacidade financeira do município para honrar os compromissos.
“Os órgãos de controle, Ministério Público e Tribunal de Contas, cobram justificativa porque, em 2025, Rey Vaqueiro custou um valor e em 2026 esse valor aumentou. A atração tem que comprovar que já toca com aqueles valores. Então, todas as atrações que foram contratadas, nós temos as notas fiscais comprovando que todas essas atrações tocam por esse valor. O valor dessas atrações do São João de 2026 é o mesmo valor para qualquer outra cidade”, afirmou o prefeito.
Idoneidade e regularidade documental
Murilo Franca assegurou que os contratos seguiram rigorosamente os trâmites legais, incluindo processos de inexigibilidade de licitação devidamente justificados. Ele destacou que a documentação completa está à disposição dos órgãos de controle e que não há qualquer irregularidade nos valores praticados. “Nós temos todas as notas fiscais e os contratos formalizados. A Prefeitura está preparada para apresentar a defesa técnica dentro do prazo estabelecido pelo tribunal”, garantiu.
O prefeito também rebateu as alegações de que os cachês estariam acima da média praticada no estado. Segundo ele, os valores pagos a artistas como Rey Vaqueiro, Menos é Mais e outros nomes do São João de Irecê seguem o mesmo padrão de mercado adotado por dezenas de municípios baianos, sem qualquer sobrepreço.
Capacidade financeira do município
Apesar das citações na decisão do TCM sobre o cenário fiscal do município – incluindo dívidas com a Neoenergia Coelba, débitos previdenciários e fiscais –, Murilo Franca afirmou que a Prefeitura tem plena condição de arcar com os custos da festa, estimados em cerca de R$ 10,2 milhões. O valor representa 10,67% da receita corrente própria do município e está devidamente previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA).
“A festa é um investimento na economia local, na geração de emprego e renda, e no fortalecimento da cultura nordestina. A Prefeitura honra seus compromissos e tem responsabilidade fiscal. O São João de Irecê é um dos maiores do estado e movimenta milhões de reais no comércio, no turismo e nos serviços da cidade”, defendeu o prefeito.
Diante da polêmica, o prefeito reiterou que confia na Justiça e na análise técnica do tribunal. “Vamos mostrar a verdade dos fatos. A população de Irecê pode ficar tranquila: o São João vai acontecer com transparência, dentro da lei e com a qualidade que nossa gente merece”, concluiu Murilo Franca.
