A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) oficializou, nesta terça-feira (2), apoio à indicação do ex-prefeito de Salvador e jurista Edvaldo Brito para a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) na disputa pela reeleição ao Senado.
A decisão foi divulgada por meio de nota do líder da bancada, deputado Alex da Piatã, e ocorre em meio a uma articulação interna que também inclui outros três nomes postulantes ao cargo.
Na nota, a bancada do PSD destaca a longa trajetória de Edvaldo Brito na vida pública, que ultrapassa seis décadas. “Edvaldo Brito representa o que há de melhor na política baiana: uma trajetória construída com seriedade, competência e dedicação ao serviço público. Prefeito de Salvador, vice-prefeito, secretário de Estado em quatro governos, secretário municipal em São Paulo e vereador de Salvador, o professor Edvaldo acumulou uma experiência administrativa e jurídica que poucos políticos brasileiros podem apresentar”, diz o texto. A nota também ressalta sua indicação como um “reconhecimento justo a uma vida dedicada à Bahia e ao bem público”.
Disputa interna e outros nomes
Antes do nome de Edvaldo Brito ganhar força, o principal cotado pelo PSD para a suplência de Jaques Wagner era o ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia, Quinho Tigre (PSD). Em contato com o portal A TARDE, Quinho chegou a confirmar que aceitou um pedido do senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, para assumir o posto, com a condição de que sua esposa, a vereadora de Vitória da Conquista, Léia Meira, fosse candidata à ALBA. No entanto, o martelo não foi batido na data prevista (29 de maio), e a bancada do PSD na ALBA passou a defender publicamente o nome de Edvaldo Brito.
Além de Edvaldo Brito e Quinho Tigre, outros dois nomes seguem sendo cotados para a suplência: a deputada federal Lídice da Mata (PSB) e a vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB). A definição final sobre quem ocupará a vaga cabe ao presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, que ainda não estabeleceu um prazo para a decisão.
Trajetória de Edvaldo Brito
Edvaldo Brito tem uma carreira de mais de seis décadas no serviço público. Foi prefeito de Salvador entre 1978 e 1979, vice-prefeito da capital baiana entre 2009 e 2012 e vereador por três mandatos consecutivos, de 2013 a 2025. Também ocupou os cargos de secretário de Estado de Justiça, de Educação e de Assuntos Estratégicos na Bahia, além de ter sido secretário municipal de Negócios Jurídicos em São Paulo. É doutor pela Universidade de São Paulo (USP), professor emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro da Academia de Letras da Bahia.
Contexto eleitoral
A definição da suplência de Jaques Wagner ocorre em meio à consolidação das chapas majoritárias para as eleições de outubro. O governo estadual mantém Geraldo Júnior (MDB) como vice na chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) , ao lado dos senadores Jaques Wagner e Rui Costa (PT) – este já definiu o ex-deputado Ronaldo Carletto (Avante) como seu primeiro suplente. A oposição tem ACM Neto (União Brasil) como candidato ao governo, Zé Cocá (PP) como vice, e os senadores Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) como candidatos ao Senado.
A oficialização do apoio do PSD a Edvaldo Brito acirra a disputa pela vaga e aumenta a pressão sobre Otto Alencar, que terá de equilibrar os interesses internos da legenda com os acordos costurados junto ao PT e aos demais partidos da base governista.
