Salvador, 27/06/2026 03:19

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

Angelo Coronel aponta que PEC do fim da escala 6×1 e proposta de horário flexível “se completam” e critica polarização do tema

fallback user

Compartilhe:

google-news-follow

Senador do Republicanos afirma que as duas propostas em tramitação no Congresso não são excludentes e defende análise técnica; “Uma não concorre com a outra”, disse.

O senador e pré-candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos-BA) , se pronunciou sobre a polêmica que envolve a tramitação das propostas de emenda à Constituição (PECs) destinadas a alterar as regras da jornada de trabalho no país. Na avaliação do parlamentar baiano, a PEC que prevê o fim da escala 6×1 (enviada pela Câmara) e a PEC alternativa do horário flexível, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN) , são complementares, não excludentes.

“Está tendo uma polêmica muito grande sobre essas duas PECs, a PEC do governo e a PEC do Rogério Marinho. Na verdade, as propostas se completam, porque se precisa de uma análise criteriosa. Ninguém está contra o empregado em hipótese alguma, muito pelo contrário”, ponderou Coronel, que é um dos signatários do texto alternativo que já reúne o apoio de dezenas de senadores.

Flexibilização e direitos

O parlamentar defendeu que o modelo proposto pelo bloco de oposição, que abre espaço para negociações diretas baseadas na hora trabalhada com remuneração proporcional, traz benefícios práticos para o trabalhador. “A PEC da flexibilização fortalece o empregado. Então, é natural que tenha essa especulação, mas é importante que a própria imprensa e os técnicos se debruçassem e mostrassem que as duas se completam”, argumentou.

Angelo Coronel sinalizou que sua orientação e expectativa técnica são de que o Senado possa dar andamento a ambas as matérias sem a necessidade de um cabo de guerra ideológico. “Na minha ordem, as duas podem ser votadas e aprovadas sem nenhum problema, porque uma não concorre com a outra”, concluiu.

Contexto da discussão

A PEC do fim da escala 6×1, aprovada na Câmara, propõe a redução da jornada semanal para até 36 horas. Já a PEC do horário flexível, defendida por setores da oposição, prevê negociação direta entre empregador e empregado com remuneração proporcional às horas trabalhadas. O debate tem gerado polarização entre governo e oposição, e a fala de Coronel tenta construir um caminho de consenso técnico.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM

publicidade