Liderança do MDB baiano aponta contradições nas alianças de ACM Neto com bolsonaristas e prevê repetição de erros do passado na disputa eleitoral.
Em Salvador, nesta sexta-feira, dia 29 de maio de 2026, o ex-deputado federal e articulador político do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, criticou com forte ironia a composição política da oposição liderada por ACM Neto (União Brasil). Durante a sessão da Comenda 2 de Julho na Assembleia Legislativa da Bahia, Vieira Lima recuperou uma definição polêmica de seu irmão, Geddel Vieira Lima, para classificar a coligação adversária que tenta conciliar diferentes correntes da direita: “foi aquela que Geddel definiu bem: que seria uma ‘chapa suruba’ porque cada um apoia um”. O emedebista destacou o excesso de candidatos com padrinhos políticos divergentes na chapa contrária, mencionando nomes como João Roma e Zé Cocá associados ao bolsonarismo, além das movimentações envolvendo o governador goiano Ronaldo Caiado.
Segundo a análise de Lúcio, a coligação oposicionista confunde o eleitorado baiano ao fragmentar suas referências nacionais, o que inviabilizaria a construção de um palanque unificado e coerente. Ao projetar as dificuldades práticas na busca por votos devido à pulverização de legendas e números de candidatos na coligação adversária, ele ironizou a viabilidade operacional da campanha: “Para pedir voto vai fazer o que? Tem que levar uma máquina calculadora para somar todos os números dos candidatos e aí fica difícil para eles ganharem a eleição”. O emedebista concluiu afirmando que os adversários estão repetindo os mesmos erros estratégicos do pleito anterior, o que facilitaria o cenário eleitoral para a base do governo.
