O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, reagiu nesta sexta-feira (29) às críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao Programa de Governo Participativo (PGP), promovido pelo grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Durante entrevista, o petista afirmou que o adversário estaria incomodado com a mobilização popular construída pelo campo governista na Bahia e criticou a ausência de propostas da oposição para a disputa de 2026.
“É gozado, porque ele não tem nada para apresentar. Por onde ele passa só tem dado mico e vazio. Então ele está com inveja do nosso movimento e fica criticando”, declarou.
Wagner também negou que os encontros do PGP sejam fechados ou controlados politicamente, como insinuam adversários do governo.
“Não tem ambiente controlado nenhum. Não tem polícia na porta. Vai quem quer. E graças a Deus sempre tem dado cheio”, afirmou.
Na entrevista, o senador disse que ACM Neto e seus aliados possuem uma concepção “autoritária” de administração pública por criticarem o modelo de participação popular adotado pelo PT.
“A cultura deles é autoritária. Eles acham que ouvir o povo baiano e perguntar quais são as prioridades não é governar. Eles acham que governar é mandar e os outros obedecerem”, disparou.
Ao comentar a ironia feita por ACM Neto sobre a Ponte Salvador-Itaparica — quando o ex-prefeito sugeriu que o PGP fosse realizado “em um pilar da ponte” —, Wagner afirmou que o projeto segue em andamento e citou a chegada de materiais para a obra.
“Ele fala para fazer o PGP no pilar da ponte, mas já tem 800 toneladas de material para a obra”, disse.
O senador ainda comparou a situação da ponte ao histórico do metrô de Salvador, cuja execução atravessou diferentes governos antes de ser concluída durante administrações petistas.
“Eu podia mandar ele falar lá na porta do metrô, que eles deixaram 40 anos parado e nós colocamos para funcionar com 40 quilômetros”, afirmou.
Wagner também direcionou críticas à gestão de ACM Neto na prefeitura de Salvador e questionou os indicadores sociais da capital baiana.
“O candidato da oposição deveria dizer o que fez em Salvador e o que quer fazer na Bahia. Salvador é a terceira pior capital em educação infantil, tem a pior oferta de creche do Brasil e a quarta pior capital em qualidade de vida”, declarou.
Para o líder do governo Lula no Senado, o desempenho da capital enfraquece o discurso político do ex-prefeito para a eleição estadual.
“Se é isso que ele quer levar para a Bahia, vai ter dificuldade de conseguir adesão para um programa tão ruim”, completou.
