O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu nesta sexta-feira (29) as acusações feitas pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) de que o governo estadual estaria perseguindo prefeitos do interior ligados à oposição.
A declaração foi dada durante agenda em Salvador, após questionamentos sobre a relação do Palácio de Ondina com gestores municipais adversários do PT.
Jerônimo afirmou que o governo mantém diálogo institucional com prefeitos de diferentes partidos e citou encontros recentes com gestores municipais em agendas no interior do estado.
“Nós tivemos ontem uma reunião em Ilhéus com 52 prefeitos acenando pra gente que quer acompanhar o nosso projeto. Na segunda-feira aqui com dois territórios Médio Rio das Contas, Vale do Jiquiriçá, mais 40 prefeitos”, declarou.
O governador também mencionou repasses feitos à Prefeitura de Ilhéus, administrada por um prefeito alinhado politicamente à oposição, como exemplo de relação republicana entre o governo estadual e municípios adversários.
“E ontem eu estive em Ilhéus, estive lá com o senador Jaques Wagner, com o ministro Rui Costa e nós colocamos o dinheiro na prefeitura municipal de Ilhéus para que o prefeito possa fazer o canal do Malhado. É um prefeito de oposição ligado a ele”, afirmou.
Segundo Jerônimo, as críticas feitas pela oposição sobre suposta perseguição política seriam “fakes” e não condizem com a atuação do governo estadual.
“Dinheiro do governo do estado, na conta da prefeitura, pra gente poder fazer a cobertura de um canal. Eu não vou me dar o luxo de perder meu tempo pra poder ficar dialogando com temas que são fakes”, disse.
O governador afirmou ainda que continuará recebendo prefeitos oposicionistas sempre que houver necessidade de discutir demandas das cidades baianas.
“Os prefeitos que são da oposição, a gente aqui na Bahia, a hora que precisar sentar conosco para poder resolver os temas e os problemas da comunidade, eu não hesitarei em tomar um café, tomar uma água e conversar de forma civilizada”, declarou.
Ao citar novamente o caso de Ilhéus, Jerônimo afirmou que respeita o resultado das urnas mesmo quando os prefeitos eleitos não integraram sua base política.
“É assim que a gente faz. É possível lá em Ilhéus, por exemplo, o prefeito atual não foi o meu candidato, mas a cidade de Ilhéus disse que queria aquele prefeito, eu tenho que respeitar a democracia, a soberania daquele município”, afirmou.
