Nos bastidores da homenagem a Zé Cocá na ALBA, deputado estadual detalhou articulações com prefeitos e prefeitas que pretendem “cruzar os braços” após o fechamento da janela de convênios do Palácio de Ondina.
O deputado estadual Angelo Coronel Filho revelou uma intensa movimentação de bastidores que promete redesenhar o mapa de apoios políticos no interior da Bahia para a disputa pelo Governo do Estado em 2026. Em entrevista concedida nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, durante a cerimônia de entrega da Comenda 2 de Julho ao ex-prefeito Zé Cocá na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o parlamentar afirmou que dezenas de gestores municipais estão mantendo uma fidelidade temporária ao governo de Jerônimo Rodrigues apenas para garantir a liberação de recursos, mas que pretendem desembarcar na oposição nas próximas semanas.
De acordo com Coronel Filho, o bloco oposicionista tem intensificado o diálogo com lideranças municipais de diversas regiões do estado. O deputado explicou que o aparente silêncio ou alinhamento de parte dos prefeitos com a base governista é estritamente estratégico, motivado pelos prazos burocráticos e eleitorais para a execução de emendas e parcerias com o Executivo estadual — obras que, segundo o parlamentar, dificilmente serão concluídas pela atual gestão.
“Estamos tendo muitas reuniões, conversando com prefeitos, ex-prefeitos, prefeitas, e todos estão aguardando fechar esta janela, como você mesmo citou aí. Essa janela de convênios, de obras que eu, pelo que eu estou vendo, não serão entregues”, disparou o deputado.
O parlamentar detalhou que o esvaziamento do palanque governista no interior deve se consolidar assim que os prazos legais de repasses forem encerrados. Na visão de Coronel Filho, a debandada ocorrerá de duas formas: através de declarações públicas de apoio à chapa majoritária de ACM Neto ou pela neutralidade estratégica dos prefeitos, que liberarão suas bases eleitorais.
“Então, assim que essa janela eleitoral passar, muitos aí vão declarar apoio, outros que não vão declarar, mas vão cruzar os braços para poder deixar a população à vontade para votar com o nosso próximo governador da Bahia”, revelou o legislador, sinalizando que a estratégia do “braço cruzado” neutralizará o uso da máquina pública do Estado nos municípios baianos.
