Em coletiva em Salvador, ex-prefeito e secretário-geral do União Brasil afirmou que novas plenárias darão prioridade a cidadãos comuns, incluindo jovens e trabalhadores rurais, em detrimento de discursos tradicionais de lideranças políticas.
No lançamento oficial do movimento “Sua Voz é Nossa Voz”, realizado em Salvador nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, o ex-prefeito da capital baiana e atual secretário-geral do União Brasil, ACM Neto, detalhou a metodologia e a filosofia que nortearão as incursões do grupo político pelo interior do estado. O líder da oposição defendeu uma ruptura com o modelo tradicional de comícios e plenárias partidárias, prometendo uma estrutura focada exclusivamente na escuta direta das demandas da sociedade civil para a elaboração de uma nova plataforma programática.
De acordo com o dirigente, a engrenagem das atividades econômicas e sociais do projeto visa dar voz a frentes comunitárias que habitualmente não possuem trânsito junto a mandatários e partidos. “Normally os políticos, e tá aqui eu, Coronel, Zé Cocá, os políticos, eles vão aos lugares, participam dos eventos para falar. Chegam com o microfone na mão, quem fala são os políticos, o povo tá lá para ouvir. A gente quer agora, e os nossos encontros, eles vão inverter isso. Nós vamos para ouvir, e quem vai falar é o povo”, sinalizou Neto.
A estratégia de interiorização pretende colher diagnósticos em todos os segmentos sociais da Bahia, priorizando discussões locais a partir das vocações de cada microrregião. O ex-prefeito destacou que o espaço de fala será estendido a grupos historicamente distantes do debate institucional. “Quem vai se manifestar serão pessoas de diferentes segmentos da vida, da cidade e da região. Então, nós vamos ouvir o sentimento de um jovem que, muitas vezes, jamais teve a oportunidade de se dirigir a um político, de falar com um político, e vai ter ali o microfone para ser ouvido por nós com toda a atenção. Nós vamos ouvir os idosos, vamos ouvir os povos originários, vamos ouvir os produtores rurais”, explicou.
Ao finalizar sua exposição, Neto asseverou que o papel das lideranças presentes (como os senadores e prefeitos que compõem a comitiva) será o de reagir tecnicamente às provocações trazidas pela população, transformando os pleitos de infraestrutura e serviços públicos em diretrizes administrativas. O secretário-geral pontuou que o produto final desse monitoramento servirá como base para as metas do plano de governo que será apresentado oficialmente no segundo semestre.
