Em coletiva realizada na capital baiana, o secretário-geral do União Brasil demonstrou, por meio de dados estatísticos, como a expansão do grupo rumo às cidades de pequeno e médio porte projeta um cenário favorável para a disputa estadual.
O ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do União Brasil, ACM Neto, apresentou uma detalhada análise quantitativa sobre a evolução do voto na Bahia para embasar o otimismo de seu grupo político. Durante a coletiva de imprensa para o lançamento do movimento “Sua Voz é Nossa Voz”, realizada em Salvador nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, o líder oposicionista recorreu aos números oficiais do último pleito para demonstrar que a configuração de forças no interior do estado sofreu uma alteração estrutural profunda.
Ao avaliar a distribuição geográfica do eleitorado baiano, Neto relembrou o paradoxo de sua última campanha ao governo, quando a expressiva votação agregada não se refletiu em capilaridade territorial nos pequenos municípios. “Na eleição passada, nós fizemos no segundo turno 47,2% dos votos. Quase ganhamos a eleição. E neste mesmo segundo turno, nós só vencemos em 54 municípios. Por quê? Porque nós tivemos uma vantagem nas grandes cidades”, pontuou, indicando que o desempenho concentrado nas regiões metropolitanas quase compensou a desvantagem nas demais zonas.
O principal trunfo apresentado para o cenário atual, contudo, repousa no crescimento da oposição em territórios antes controlados pela base governista. Segundo a liderança, a manutenção das alianças nas maiores cidades associou-se a uma penetração inédita em prefeituras de menor porte, criando uma malha política robusta que preserva nomes de peso como Zé Cocá, Zé Ronaldo e Júnior Marabá diante das investidas de cooptação do partido oficialista. “Agora, o que é que me anima principalmente? É ver que a gente mantém essa vantagem nas grandes cidades, mas nas cidades menores, nas cidades pequenas e médias, nós estamos mais fortes. Então, é uma questão numérica. Se perguntarem: ‘Não, o senhor tá iludido? O senhor tá viajando na maionese? O senhor tá vendo…’. Não. Eu tô trabalhando com números, e isso nos anima muito”, concluiu Neto, rejeitando teses de voluntarismo político e sustentando que a nova plataforma de escuta popular está ancorada em dados estatísticos concretos.
