Secretário-geral do União Brasil confirmou viagem recente a Goiás para agendas técnicas de segurança, mas manteve cautela sobre articulações nacionais.
As movimentações de bastidor para a formatação de uma frente ampla de oposição ao Governo Federal pautaram a análise conjuntural de ACM Neto (União Brasil) nesta quarta-feira (27). Provocado pela imprensa sobre os rumores de uma possível aliança ou chapa unificada envolvendo os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais), o líder baiano adotou uma postura de cautela, embora tenha mapeado o atual desenho de forças no campo antilulista.
Neto revelou que mantém diálogo telefônico regular com Caiado e que realizou uma visita institucional ao estado do Centro-Oeste há três semanas para avaliar os indicadores de segurança pública locais, mas negou ter chancelado qualquer acordo político de caráter nacional durante o encontro. “Eu vi na imprensa isso hoje, mas eu não tenho informação sobre isso. Eles tiveram uma conversa. Eu não conversei com Caiado sobre esse assunto depois dessa reunião. De vez em quando eu converso com Caiado, semana passada nós conversamos ao telefone… mas eu não tratei esse assunto com ele”, despistou o ex-prefeito.
O Retrato das Forças Nacionais
De acordo com a leitura de cenário apresentada pelo secretário-geral do União Brasil, o espectro de oposição ao PT caminha para o início do período eleitoral fragmentado em cinco correntes principais, cabendo aos partidos avaliar a viabilidade de um afunilamento futuro. “O que a gente percebe hoje é a existência aí de cinco candidaturas no campo de oposição ao PT nacional, né? A de Flávio, a de Caiado, a de Zema, a do Renan e também a do Daciolo, que antes era Aldo Rebelo, eu acho que agora vai ser Joaquim Barbosa pelo que eles passam, né? Então acho que essas são as cinco principais candidaturas”, enumerou.
Apesar de sua relevância na Executiva Nacional do União Brasil, ACM Neto garantiu que suas decisões e energia diária continuarão focadas integralmente no território baiano. “Se vai haver um afunilamento ou não até a eleição, eu particularmente ainda não sei, isso depende muito dos candidatos e dos partidos. Eu tenho o meu foco, minha concentração tá toda aqui, em participar no que for dessas discussões nacionais, eu vou continuar mantendo aqui o trabalho na Bahia porque tem muita coisa para fazer”, sentenciou.
