Após novos dados confirmarem a Bahia como o estado mais violento do país, oposição cobra autocrítica do governador e defende alternância de poder para frear a criminalidade.
A divulgação dos novos dados do Atlas da Segurança Pública, que mantêm a Bahia na liderança isolada dos índices de violência no país, repercutiu fortemente no discurso da oposição. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (26), o secretário-geral do União Brasil, ACM Neto, direcionou duras críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), acusando a chefia do Executivo estadual de faltar com autoridade e liderança para enfrentar as facções criminosas.
Instado a comentar os indicadores que mantêm o estado no topo do ranking nacional de letalidade, Neto rechaçou justificativas conjunturais. “Infelizmente, essa realidade já dura mais de dez anos, e só se agravou no período de gestão do atual governador Jerônimo Rodrigues. Não é coincidência a Bahia há tanto tempo ocupar o primeiro lugar no Brasil em violência, e o estado ser governado por Jerônimo Rodrigues. Na verdade, é consequência, não coincidência. Jerônimo não tem liderança, não tem autoridade, Jerônimo não tem humildade para reconhecer o problema. Ao contrário, quando você ouve ele, ele tá dizendo que tá tudo bem”, disparou.
O líder oposicionista argumentou que os dados estatísticos apenas traduzem o clima de medo que se instalou na rotina de mães, trabalhadores e comerciantes, tanto na capital quanto no interior. “É o comerciante que é obrigado a fechar as portas porque tá tendo tiroteio e bala perdida nos bairros. É o povo do interior, que antes vivia com a porta de casa aberta e hoje vive com a porta fechada atrás das grades. São episódios que se repetem e que só serão superados, só haverá uma mudança concreta, com a substituição do governador”, cravou Neto, delegando a decisão final ao eleitorado baiano.
