Em discurso inflamado, senador denuncia supostas retaliações a prefeitos do interior que dialogam com a oposição e ironiza as promessas contidas nos programas de governo governistas.
O senador Angelo Coronel (PSD) subiu o tom contra o Partido dos Trabalhadores durante a inauguração do novo Pronto Atendimento (PA) Nelson Barros, em Lauro de Freitas, nesta terça-feira (26). No palanque, ao lado de ACM Neto e da prefeita Débora Regis, o parlamentar fez duras críticas aos métodos de articulação política utilizados pela base governista estadual e assegurou que o avanço da oposição no interior se consolidará de forma avassaladora nas eleições de 2026.
Coronel denunciou que prefeitos da base aliada do Estado estariam sofrendo forte monitoramento e ameaças veladas de corte em convênios caso demonstrem qualquer proximidade com o grupo liderado por ACM Neto. “Eles agora estão vigiando as redes sociais. Um prefeito ou liderança que vai no gabinete de alguém ligado a Neto, com uma hora eles chamam: ‘Fui fazer lá o quê? Você sabe que você tem um bocado de coisa pra assinar. Com mais uma ida dessa, lep [faz o gesto de corte com a mão], cortado’. Então é na ameaça. Antigamente o PT dizia que era o partido da democracia… Agora é o partido da prisão mental!”, disparou o senador.
O pessedista também ironizou a realização dos Programas de Governo Participativos (PGPs) promovidos pelo grupo governista. Segundo Coronel, a estratégia tenta camuflar promessas antigas que não foram cumpridas nas últimas duas décadas de hegemonia petista na Bahia. “O Programa de Governo Participativo é simplesmente lendo uma carta e dizendo: ‘olhe, estou colocando isso porque não conseguimos fazer há 20 anos atrás, mas agora nos próximos 20 vamos fazer’. Que coisa linda! Querer pregar uma mudança que eles tiveram oportunidade por 20 anos e não fizeram”, alfinetou, cravando que o sentimento de mudança culminará em uma vitória “esmagadora” da oposição.
