O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Wilson Cardoso afirmou nesta semana que os prefeitos baianos decidiram atuar para conter a escalada dos cachês de artistas durante os festejos juninos. A declaração foi dada durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília, em meio à pressão do Ministério Público sobre gastos considerados elevados em festas de São João.
Segundo Wilson, a própria UPB articulou um entendimento entre gestores municipais para limitar valores pagos a atrações musicais e evitar desequilíbrios financeiros nas prefeituras.
“Pois é, eu acho que todos os prefeitos e prefeitas da Bahia estão de parabéns, porque foram eles que pediram para que a gente tivesse um movimento para reduzir os cachês, já que tinha bandas que, de um ano para o outro, estavam com 400, 500% de alteração do valor, já estavam tendo formação de carreiros”, afirmou em entrevista ao programa Frequência Polícia.
O dirigente municipalista disse que a discussão envolveu órgãos de controle, como Ministério Público, TCM e TCE, além de representantes de estados do Nordeste. Segundo ele, o consenso estabeleceu um teto de R$ 300 mil para os maiores cachês.
“E aí, um comum acordo com todos os prefeitos, especialmente aquelas prefeituras que fazem São João tradicional, São João Maior, todos eles participaram, formaram a comissão. Chamamos o Ministério Público, TCM, TCE, todos os órgãos e chegamos à conclusão que o cachê maior teria que ser de 300 mil”, declarou.
Wilson Cardoso também defendeu maior valorização de artistas regionais e das tradições nordestinas nos festejos juninos. Para ele, os municípios precisam priorizar atrações ligadas à cultura local e evitar excessos em meio ao cenário de dificuldades fiscais enfrentado pelas prefeituras.
“E aí, também o mais importante, que os prefeitos e prefeitas venham prestigiar as nossas bandas tradicionais, a cultura regional, o pé de terra. Enfim, vai ser um sonho de muita alegria e que também vai fazer bem aos golpes públicos, que não vai ter exagero, vai ter São João com o pé no chão”, disse.
O presidente da UPB ainda classificou o São João como “a festa mais democrática” do Nordeste e destacou o impacto econômico e afetivo do período para cidades do interior baiano.
“São João com o pé no chão, com a valorização da cultura nordestina”, concluiu.
