Prefeito de Cruz das Almas defendeu a PEC de Angelo Coronel, cobrou apoio de Otto Alencar e Jaques Wagner e disse que a alta da alíquota previdenciária preocupa gestores baianos
O prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro (Republicanos), alertou, em Brasília, que os municípios podem enfrentar um “colapso” caso a alíquota previdenciária paga pelas prefeituras volte a subir até 22%. A declaração foi dada durante jantar realizado no contexto da Marcha dos Prefeitos.
Em entrevista ao Política Ao Ponto, Ednaldo afirmou que a pauta da desoneração da folha é uma das principais preocupações dos gestores municipais, especialmente no Nordeste e na Bahia.
“Sabemos que é um sofrimento para todos os prefeitos do Brasil, em especial os prefeitos lá da nossa querida Bahia. Porque a região Nordeste é a região que a gente sabe que sofre mais”, afirmou.
O prefeito agradeceu à União dos Municípios da Bahia (UPB) pela atuação na defesa da pauta municipalista e citou a PEC de autoria do senador Angelo Coronel, que propõe reduzir a alíquota previdenciária dos municípios. A proposta em tramitação no Senado altera o artigo 195 da Constituição para reduzir contribuições sobre a folha de salários dos municípios do interior, conforme critérios do Fundo de Participação dos Municípios.
“Agradecer à UPB pelo trabalho que vem fazendo, tentando, buscando a aprovação dessa PEC do senador Angelo Coronel, que tem sido um grande municipalista, tem ajudado os municípios”, disse.
Ednaldo também fez um apelo ao senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e ao senador Jaques Wagner, líder do governo, para que a proposta avance com rapidez.
“A gente pede aos senadores, o senador Otto Alencar, que é o presidente da CCJ, que realmente leve ao plenário, como aqui bem falou o Angelo Coronel, junto com o líder do governo, Wagner, que aprove o mais rápido possível”, declarou.
Segundo o prefeito, a redução da alíquota para 8% em 2024 trouxe alívio aos municípios, mas a retomada gradual do percentual preocupa as gestões locais.
“Lá em 2024, quando veio para 8%, ajudou muito os municípios. Já estamos em 16%, o próximo ano é 20%, e logo, logo chega a 22%, e vai realmente ser um colapso para todos os municípios”, afirmou.
