Deputado federal afirmou que a conta das prefeituras “não fecha” e defendeu que mais recursos fiquem nas cidades
O deputado federal Ricardo Maia (MDB-BA) defendeu, em Brasília, uma mudança urgente no pacto federativo e criticou o peso da alíquota previdenciária paga pelos municípios. Segundo o parlamentar, que foi prefeito de Ribeira do Pombal por oito anos, as prefeituras enfrentam excesso de despesas e baixa receita.
Em entrevista ao Política Ao Ponto e ao Classe Política, no Congresso Nacional, Maia afirmou que a comparação entre a contribuição de clubes de futebol e a dos municípios mostra uma distorção no sistema.
“Fui prefeito oito anos. Sei a dificuldade que é ser gestor. É uma conta que tem muita despesa e pouca receita. Se você olhar, os clubes de futebol pagam 5%. Então, um ente público federado, que presta serviço à população com saúde, educação, ele paga uma alíquota de até 22%. Então essa conta não fecha”, declarou.
O deputado disse que a cobrança elevada reduz a capacidade das prefeituras de investir em serviços essenciais.
“Isso é injusto com as prefeituras. E quanto maior a alíquota, menor a receita nos cofres das prefeituras para poder oferecer mais saúde, mais educação, mais infraestrutura”, afirmou.
Para Maia, o dinheiro público precisa estar mais próximo da população, nos municípios, e não concentrado em Brasília.
“O Brasil nasce nas cidades, então essa formatação tem que ser urgente, porque o recurso não tem que estar aqui em Brasília, o recurso tem que estar nos municípios para poder fazer a gestão junto à população”, disse.
O parlamentar também elogiou a Marcha dos Prefeitos e afirmou conhecer a força da mobilização municipalista.
“Oito anos como prefeito, eu fui a todas as marchas. Já é o meu quarto ano como deputado, já fui à Marcha dos Prefeitos. Eu sei da força dessa unidade de prefeitos, vice-prefeitos, prefeitas, vice-prefeitas e vereadores”, completou.
