Adolpho Loyola ironizou as críticas do parlamentar da oposição sobre obras no interior e contrastou o ritmo de entregas do Estado com a demora de projetos financiados por emendas.
As críticas sobre o andamento e o modelo de entregas das obras do Governo da Bahia geraram uma forte contraofensiva do Palácio de Ondina. O secretário de Relações Institucionais do estado, Adolpho Loyola, mirou o deputado federal Arthur Maia (União Brasil) durante uma entrevista concedida à Rádio Metrópole, em Salvador, nesta terça-feira (19), e minimizou o conhecimento do opositor sobre a dinâmica de trabalho do Executivo.
Rebatendo os questionamentos sobre o excesso de cerimônias para ordens de serviço e anúncios governamentais, Loyola partiu para o ataque direto, decretando um longo período de distanciamento do parlamentar em relação ao poder estadual. “Eu acho que o deputado Arthur não conhece, não conhece mesmo porque não viaja conosco, não está no nosso grupo. Vai ficar fora do governo mais quatro anos”, sentenciou.
O secretário explicou que a presença frequente do governador Jerônimo Rodrigues nos municípios faz parte de um método de gestão que aproxima o Estado da população. “O governador tem uma presença no interior. Ele vai no interior, dá a ordem de licitação e depois volta para dar a ordem de serviço”, esclareceu Loyola, alfinetando os políticos que não possuem a mesma vivência territorial. “Para quem fica em Salvador, eles não sabem a diferença que é um governador ir no interior, visitar, entregar uma obra”.
Para descredibilizar a capacidade gerencial da oposição, o gestor usou como exemplo uma intervenção recente apadrinhada por Arthur Maia no município de Mucugê. “O grande construtor Arthur Maia esteve em Mucugê na sexta-feira. Fez de uma emenda parlamentar dele de R$ 2 milhões. Foram quatro anos para entregar uma rodoviária”, ironizou.
Em contrapartida, Loyola exaltou os repasses bilionários do Governo do Estado e o impacto das obras estaduais. “Governador em menos de dois, três anos está entregando um VLT aqui de mais de R$ 3 bilhões”, comparou, sublinhando ainda os convênios para equipamentos de educação básica. “Só para o interior, o governador gastou mais de R$ 150 milhões com convênio de creche, que é obrigação dos municípios”. A argumentação foi encerrada com um desafio final às narrativas oposicionistas: “E vem dizer que a gente não entrega obra?”.
