O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (12) que ainda não definiu apoio a um nome na disputa presidencial de 2026 e voltou a criticar a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), com foco nas áreas de segurança pública e sistema prisional.
Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, Neto argumentou que sua base política no estado reúne partidos com diferentes projetos nacionais e que o cenário presidencial ainda está em consolidação.
“O Novo tem a pré-candidatura de Romeu Zema, o PL tem a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, o DC dialoga com Aldo Rebelo, e todos mantêm relação conosco aqui na Bahia”, declarou.
O ex-prefeito também citou sua relação com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), a quem chamou de aliado de longa data, e disse ter visitado o estado recentemente para conhecer políticas públicas, especialmente na área de segurança.
Ao comentar críticas sobre sua posição na disputa presidencial, Neto afirmou que o debate deve priorizar a realidade local.
“Há quatro anos disseram que o alinhamento político resolveria todos os problemas da Bahia. A pergunta que eu faço ao eleitor é: resolveu?”, questionou.
O pré-candidato apontou o avanço da violência no estado e mencionou episódios recentes no interior baiano, como confrontos registrados na região da Chapada Diamantina.
“As pessoas vão ao Capão buscando paz e tranquilidade, e hoje há confronto entre polícia e facções criminosas na região. Isso mostra que a violência tomou conta de toda a Bahia”, afirmou.
Neto também acusou o atual governo estadual de fragilidade no enfrentamento ao crime organizado e defendeu mudanças na política prisional, incluindo a construção de unidades de segurança máxima.
Por fim, ampliou as críticas para outras áreas da administração pública e afirmou que há insatisfação popular com serviços essenciais.
“O que as pessoas querem é atendimento médico, segurança e alívio no bolso”, concluiu.
