Salvador, 10/05/2026 15:35

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“Dignidade não é sobreviver, é prosperar”: Paulo Cavalcanti aponta contradições na PEC 6×1 e cobra “portas de saída” reais para o Brasil

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Presidente do Conselho Superior da ACB e líder da FACEB viralizou com reflexão contundente sobre a falácia de que apenas trabalhar menos resolverá o esgotamento da população, esmagada pela inflação e pela ineficiência estatal.

O debate nacional em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou um contraponto de peso vindo do setor produtivo baiano. Em um vídeo que vem repercutindo fortemente nas redes sociais como parte da “Campanha da Autoestima Cidadã”, o empresário, advogado e escritor Paulo Cavalcanti expôs (para os seus mais de 24 mil seguidores) o que considera uma profunda contradição do Governo Federal: o discurso de aumento da “dignidade humana” no trabalho colidindo de frente com o endividamento recorde das famílias brasileiras.

Para Cavalcanti, que atualmente preside a Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB) e ocupa a presidência do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia (ACB), o cansaço do brasileiro transcende a carga horária laboral. “O trabalhador brasileiro não está cansado apenas do trabalho. Ele está cansado da inflação, da violência, do custo de vida, da burocracia, e de pagar muito para receber muito pouco”, cravou no vídeo.

O líder empresarial e autor de obras voltadas à inteligência cidadã — como o livro “E aí? Isso é da minha conta?” — chamou a atenção para o paradoxo das propagandas oficiais no horário nobre. “Enquanto o governo lança a propaganda defendendo a redução de jornada de trabalho, o mesmo governo aparece no mesmo horário nobre criando o programa Desenrola para renegociar as dívidas do povo brasileiro. Percebem essa contradição? Se a dignidade humana está aumentando, por que o endividamento bate recorde?”, questionou.

Cavalcanti baseou sua fala em dados alarmantes, lembrando que mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas, vivendo no “limite entre o cartão, o empréstimo e o próximo boleto”. Segundo a sua tese, o foco exclusivo na redução da jornada funciona apenas como um “alívio momentâneo”, mascarando a falta de um plano de governo estrutural que ataque a raiz do problema socioeconômico do país.

A postura incisiva de Cavalcanti reflete o amadurecimento institucional do associativismo baiano, que tem buscado não apenas criticar, mas atuar de forma propositiva. À frente da Fundação Paulo Cavalcanti e do Movimento Via Cidadã, ele tem advogado pela migração de uma democracia meramente representativa para uma democracia participativa, onde o setor produtivo e a sociedade cobrem juntos a eficiência da gestão pública.

Alinhamento Institucional e Diálogo em Brasília

A visão sistêmica apresentada no vídeo está em total sintonia com os passos recentes dados pela Associação Comercial da Bahia. A entidade, que defende ativamente o que chama de “Gestão Consciente da Função Social da Empresa”, tem se colocado como uma ponte para evitar que as mudanças na legislação trabalhista quebrem o setor produtivo.

Recentemente, a diretoria da ACB recebeu o deputado federal baiano Paulo Azi, relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O objetivo da instituição é construir, através do diálogo, um “texto médio” e equilibrado. A premissa é clara: é preciso apoiar os interesses de melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, mas com um olhar minucioso e protetivo sobre aqueles que mantêm a roda da economia girando e geram os postos de trabalho.

É exatamente essa busca por equilíbrio econômico que norteia a conclusão de Paulo Cavalcanti em seu manifesto digital, ao exigir que o debate abandone o populismo e passe a discutir soluções como educação financeira, eficiência pública e valorização da moeda. “Dignidade humana é ter segurança, saúde funcionando, educação de qualidade, ter uma moeda forte, ter poder de compra. Porque dignidade não é sobreviver. Dignidade é prosperar”, finalizou.

José Calasans Jr.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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