O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou a saída do vereador Alex Tanuri do PT em Juazeiro e afirmou que o parlamentar nunca teve identificação com os princípios da legenda. Em entrevista, o petista também atacou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao comentar declarações recentes da oposição sobre segurança pública na Bahia.
Ao falar sobre o rompimento político, Almeida afirmou que Tanuri teria usado o partido apenas como estratégia eleitoral.
“Esse vereador nunca foi do PT, filiaram ele, não sei por quais critérios, e ele demonstra que não tem a ver com a história do partido, com os nossos princípios, nossos valores”, declarou.
Segundo o deputado, a aproximação de Alex Tanuri com a oposição confirma um alinhamento político que, na avaliação dele, sempre existiu.
“Ele foi para onde ele deveria sempre estar, ao lado da oposição, apoiando um outro projeto que é diferente do PT”, afirmou.
Robinson Almeida também acusou o vereador de agir com oportunismo ao ingressar na legenda.
“Ele agiu com oportunismo, para ter uma vantagem na legenda para se eleger, e depois demonstrou a sua verdadeira face, que não tem compromisso com o povo de Juazeiro, não tem compromisso com os trabalhadores, e não vai fazer falta nenhuma ao nosso projeto”, disse.
Durante a entrevista, o deputado ainda rebateu críticas feitas por ACM Neto à gestão da segurança pública no estado. Segundo Almeida, o ex-prefeito deveria esclarecer pagamentos recebidos do banco Máster por serviços de consultoria.
“ACM Neto levou que a SEAP estaria se tornando um ambiente propício para o crime organizado, que o Estado teria perdido o controle sobre as facções, mas que não sei o que é”, afirmou.
Em seguida, o parlamentar elevou o tom das críticas ao ex-prefeito de Salvador.
“Eu acho que o ACM Neto deveria explicar os R$ 5,5 milhões que ele recebeu do máster por uma consultoria Mandrake. Porque ninguém sabe da sua expertise e da sua experiência em fazer consultoria ao banco. Inclusive, o banco quebrou depois da consultoria dele”, declarou.
O deputado concluiu afirmando que o caso precisa ser esclarecido publicamente.
“O que está em suspensão e que a sociedade quer saber é como esses 5 milhões e meio foram parar nas contas do ex-prefeito Salvador ACM Neto”, afirmou.
