Salvador, 22/04/2026 13:08

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Leandro de Jesus protocola notícia-crime contra assessor de deputada do PT por incitação à violência: “Era bom que matasse logo”

Foto: Divulgação
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O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) apresentou ao Ministério Público da Bahia uma notícia-crime contra o assessor parlamentar Cleiton Mellk, acusando-o de incitação pública à prática de crime, após comentários feitos em rede social. Cleiton, nas redes sociais, se apresenta como assessor da deputada Neusa Cadore (PT).

De acordo com o documento, a manifestação ocorreu no Instagram, após uma publicação do parlamentar que denunciava uma agressão envolvendo um assessor e integrantes do MST. Nos comentários, o Cleiton teria feito críticas ao deputado e, em seguida, publicado a frase: “Era bom que matasse logo”.

Segundo o parlamentar, a declaração extrapola os limites da liberdade de expressão e configura, em tese, crime previsto no artigo 286 do Código Penal, que trata da incitação pública à prática de delito. A peça destaca que o comentário foi feito em ambiente aberto, com amplo alcance — a publicação ultrapassaria 300 mil visualizações — o que, na avaliação do denunciante, amplia o potencial de dano e de estímulo à violência.

O documento também sustenta que o contexto agrava a situação, já que o comentário foi feito em meio a uma discussão sobre um episódio de violência real. Para o deputado, a fala “não se limita a crítica política”, mas representa incentivo à prática de crime contra a vida, ainda que sem indicação direta de uma vítima específica.

Outro ponto destacado é a condição funcional do acusado, que atua como assessor parlamentar. Segundo a denúncia, essa posição exigiria maior responsabilidade no uso das redes sociais, sobretudo em debates públicos com potencial de repercussão social e política.

Na notícia-crime, Leandro de Jesus solicita a abertura de procedimento investigatório, a identificação formal do investigado, além da coleta de dados junto à plataforma digital para preservação das provas, incluindo registros de acesso, alcance da publicação e histórico de interações.

O parlamentar também pede que o investigado seja ouvido e que, caso sejam confirmados indícios de autoria e materialidade, o Ministério Público adote as medidas cabíveis, com eventual oferecimento de ação penal.

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