O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), afirmou nesta segunda-feira (13) que a saída da família Coronel da base governista poderia não ter ocorrido caso dependesse do deputado federal Diego Coronel (PSD). A declaração foi feita durante entrevista à rádio Baiana FM.
Rui adotou um tom conciliador ao tratar do rompimento político e disse evitar ataques pessoais a antigos aliados. “Primeiro que eu respeito todas as pessoas, não é porque estava comigo até ontem e hoje não tá que eu vou aqui desqualificar as pessoas, não vou fazer isso.”
Na sequência, o ex-governador destacou a relação com Diego Coronel e avaliou que o parlamentar não teria apoiado o afastamento da base petista. “Eu me esforcei o quanto pude, inclusive com o filho dele, que eu gosto muito, o Diego Coronel, acho um menino novo, talentoso, e que eu acho que se dependesse dele não teria feito o movimento.”
Rui afirmou ainda que houve tentativa de acomodação política envolvendo a disputa ao Senado. “Porque nós chegamos a oferecer que ele tivesse o exercício, os oito anos de mandato, não como titular, porque o titular seria o Wagner, mas como suplente eles podiam exercer o mandato de senador.”
Ao relembrar a formação da chapa em eleições anteriores, o petista citou o caso da senadora Lídice da Mata (PSB) em 2018, quando, segundo ele, prevaleceu uma decisão coletiva do grupo. “Quem era senadora era Lídice, e Lídice entendendo que era um projeto coletivo do grupo, obviamente que queria continuar. Lídice, se você perguntar se ela queria continuar, ela tentou continuar. Mas nós fizemos ver que para o grupo era melhor aquela composição.”
O ex-ministro questionou a diferença de critérios entre os momentos políticos. “Então, qual é a diferença de 2018 para agora? O que vale para Chico tem que valer para Francisco.”
Apesar das divergências, Rui tratou o episódio como superado e afirmou que o grupo governista está focado nas próximas eleições. “Mas isso, na minha opinião, é passado. E nós vamos caminhar.”
Por fim, demonstrou confiança no desempenho eleitoral do grupo aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Tem uma absoluta confiança na vitória nossa, tanto para o governo do Estado, como para o Senado, os dois senadores, como para o presidente da República. Nós vamos ganhar e trabalhar para dar a mesma diferença ao presidente Lula, porque ninguém na história do Brasil fez o que o presidente Lula fez. Presidente Lula fez pela Bahia”, afirmou.
