O jornalista Mário Kertész afirmou que a base governista na Bahia vive um novo momento de articulações internas após a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Estado. Segundo ele, reuniões recentes com o ex-ministro Geddel Vieira Lima indicam incertezas sobre a composição da chapa para 2026 e até sobre a candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (2), Kertész relatou um novo encontro entre Geddel e integrantes do PT. De acordo com o jornalista, em uma primeira rodada de conversas, teria havido entendimento para manutenção de Geraldo Júnior como vice na chapa.
“Chegaram a combinar de vir aqui na Rádio Metrópole hoje, quinta-feira, para anunciar. Estava tudo certo, quando ontem, de repente, Jerônimo chama Geddel para ir ao gabinete do governador. Ele vai, mas, ao chegar lá, quem o recebe é Jaques Wagner, que propõe que o MDB aceite a filiação de um político de Barreiras para ser o vice-governador”, relatou Kertész.
O movimento, segundo ele, gerou impasse dentro do MDB, já que Geddel teria rejeitado publicamente a possibilidade de o partido servir como “barriga de aluguel” na composição governista.
Kertész afirmou ainda que, com a presença de Lula na Bahia, cresce a pressão por uma definição no grupo aliado. Na avaliação do jornalista, o atual vice, Geraldo Júnior, não deve permanecer na chapa.
Ele também citou a possibilidade de o ministro da Casa Civil, Rui Costa, surgir como alternativa para disputar o governo estadual. “Ele fez um excelente governo, uma excelente campanha e deu muitos votos a Lula na eleição passada. Agora, a situação está diferente”, avaliou.
Ao final, o jornalista disse ter alertado lideranças do grupo sobre o risco eleitoral diante das indefinições. “Eu já disse a Wagner e a Otto Alencar: vocês estão fazendo tudo para perder essa eleição. A minha preocupação é com Lula; o resto vocês resolvem. Eu não tenho nenhum interesse de ordem pessoal no caso”, concluiu.
