Salvador, 01/04/2026 17:21

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“A partir de amanhã, estou desempregado”, diz Rui ao anunciar saída da Casa Civil e atuação na pré-campanha de Lula

andre

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (1º) que deixará o cargo no governo federal e pretende retomar sua atividade profissional ao mesmo tempo em que se engajará na pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi dada durante a assinatura da ordem de serviço para obras do Rio Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, em meio às articulações políticas com foco nas eleições de 2026.

Ao tratar da saída do ministério, Rui afirmou que retornará ao vínculo de trabalho no Polo Petroquímico de Camaçari, de onde está licenciado desde o início de sua trajetória política. “A partir de amanhã, estou desempregado. O presidente Lula, minha exonera, e eu vou me apresentar de novo à empresa.”

Em seguida, detalhou o histórico de licenças acumuladas ao longo dos anos em função dos cargos públicos que ocupou. “Eu tenho um contrato, até hoje, de trabalho no Polo Petroquímico de Camaçari, que eu fui licenciado para vereador, depois licenciado para deputado, licenciado para ser secretário, licenciado para ser governador, licenciado para ser ministro.”

O ministro também indicou que pretende conciliar o retorno ao trabalho com a atuação política no período pré-eleitoral. “E agora eu tenho que voltar lá com minha carteira de trabalho para saber se a minha carteira ainda está lá para eu trabalhar. E, além de trabalhar, é evidente que tem uma pré-campanha para fazer. E eu vou, é evidente, caminhar e conversar com as pessoas.”

Questionado sobre sua disposição para a campanha de Lula, Rui afirmou estar motivado e associou seu engajamento a preocupações com o futuro do país. “Bastante animado, porque eu acho assim, eu tenho cinco filhos, dois são adultos, três são crianças ainda. E o que me motiva é saber que país eu deixarei para meus filhos.”

O ministro ampliou o tom ao criticar o ambiente político e o uso de desinformação no debate público. “Eu não quero deixar para o meu filho, para a minha filha, para o meu neto, um país da mentira, um país do ódio, um país da calúnia, um país do fake news, um país de falcatruas, de rachadinha.”

Na sequência, defendeu um debate político baseado em propostas e conteúdo. “Eu quero um país, independente da posição ideológica de quem esteja governando, que tenha proposta, que trate com seriedade, que tenha conteúdo para debater os problemas do país.”

Rui também afirmou que vê responsabilidade pessoal em participar do processo político. “Eu acho que eu tenho um papel, eu não poderia cruzar os braços e assistir a mentira vencer a verdade.”

Por fim, voltou a criticar o impacto das novas tecnologias na disseminação de desinformação. “O fake news hoje, em tempos de inteligência artificial, está servindo como instrumento para que quem nunca fez nada pela população, ou fez muito pouco, possa ganhar o debate político.”

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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