Senador diz que não participou de conversa com Elmar Nascimento e que decisão sobre chapa cabe ao governador Jerônimo; “Tripé vitorioso de 2022 deve ser mantido”, defende.
SALVADOR – O senador Jaques Wagner (PT) saiu a público nesta segunda-feira (30) para colocar panos quentes sobre as especulações que envolvem a composição da chapa governista. Em entrevista, ele defendeu a permanência do MDB na vice-governadoria com Geraldo Júnior, negou ter participado de reunião com o deputado Elmar Nascimento (União Brasil) e afastou a possibilidade de veto do ministro Rui Costa (PT) à manutenção do atual arranjo.
“Eu não participei da reunião com Elmar. O tripé está montado: o governador e os dois senadores. Eu confirmaria a chapa conforme ela foi vitoriosa em 2022, essa é a minha opinião”, afirmou Wagner.
Direito do MDB deve ser respeitado
Questionado sobre a possibilidade de troca na vice, o senador reconheceu a legitimidade da reivindicação do MDB, que ajudou a eleger Jerônimo Rodrigues em 2022. “O MDB, eu acho que eles defendem o direito dele de manter o vice-governador, que foi importante quando veio. Mas quem determina é o governador, ele vai bater o martelo, ele é o comandante do processo junto com o conselho político”, disse.
Rui Costa não trava ninguém
Sobre um suposto veto de Rui Costa à permanência de Geraldo Júnior, Wagner foi categórico. “Rui não veta ninguém, ele não trabalha com veto”, afirmou, tentando dissipar qualquer ruído interno na base aliada.
Cenário de indefinição
A declaração de Wagner ocorre em meio a uma semana decisiva para a política baiana, com a janela partidária se encerrando e os dois lados da disputa estadual tentando consolidar suas chapas. Enquanto a oposição já tem sua majoritária definida, com ACM Neto (União Brasil) , Zé Cocá (PP) , Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) , o governo ainda não oficializou sua composição, alimentando especulações sobre possíveis mudanças.
Nos bastidores, o nome de Elmar Nascimento (União Brasil) foi ventilado como um eventual reforço do PT para a majoritária, o que teria motivado reuniões e as reações públicas de Geddel Vieira Lima e agora de Jaques Wagner.
