O senador Jaques Wagner (PT) fez neste domingo (29) um discurso em defesa da democracia e de mobilização social durante agenda pública em Salvador, na entrega da requalificação da Lagoa do Abaeté, em Itapuã.
Sem citar diretamente disputas eleitorais ou possíveis candidaturas, o petista afirmou que o momento exige engajamento contínuo da sociedade na preservação das instituições democráticas.
“Estamos aqui e não podemos daqui ir para casa e descansar, e nem daqui até o dia 4 de outubro”, declarou.
Wagner ressaltou que evitaria tratar de temas eleitorais por se tratar de um evento institucional, mas aproveitou o espaço para enfatizar a importância do tema.
“Eu não vou defender nada, porque isso aqui é um palanque oficial e eu não posso falar de candidaturas. Mas eu quero falar de outra coisa, eu quero falar da preservação da democracia”, afirmou.
O senador disse ver uma “ameaça real” ao regime democrático em escala global, associando o cenário ao avanço de lideranças de extrema-direita.
“Nós temos uma ameaça real no mundo inteiro, no planeta, via algumas lideranças de extrema-direita que querem pregar o fim da democracia e a volta de modelo autoritário”, disse.
Ao abordar o contexto brasileiro, Wagner citou os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e afirmou que a reação institucional foi determinante para conter uma ruptura.
“Se não fosse a força das instituições brasileiras, talvez a democracia tivesse caído ali”, declarou.
Em tom de convocação, o senador incentivou apoiadores e a população a atuarem de forma ativa, tanto nas ruas quanto no ambiente digital, na defesa de valores democráticos.
“É preciso que cada um vire o militante digital ou o militante de caminhão. Mas um pregador, cada um de nós pode ser um pregador”, afirmou.
Por fim, defendeu que a pauta ultrapasse divisões partidárias e ideológicas.
“Tanto faz que partido cada um acredita, mas um pregador da defesa da democracia, da tolerância e da convivência em paz entre nós seres humanos”, concluiu.
