Salvador, 27/03/2026 11:34

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Parceria entre FIEB e SalvadorPar vai trazer inteligência de dados para planejamento estratégico da capital

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A assinatura de um contrato entre o Observatório da Indústria da Bahia, vinculado à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), e a SalvadorPar marca um novo passo na estruturação de políticas públicas baseadas em dados e evidências para o desenvolvimento econômico de Salvador. A parceria foi formalizada nesta quinta-feira (26) e prevê a criação de indicadores, estudos de viabilidade e ferramentas estratégicas para apoiar a tomada de decisão na capital baiana.

O modelo de contrato adotado é flexível, no formato time-sharing, permitindo que a SalvadorPar acione o Observatório conforme suas demandas. “Isso otimiza recursos e tempo para ambos. A gente atua sob demanda, organizando os esforços conforme a necessidade da companhia”, explicou Thobias Silva, coordenador do Observatório da Indústria da Bahia da FIEB.

Entre as primeiras entregas previstas estão três iniciativas principais. A primeira é o estudo de impacto econômico do Centro de Convenções Salvador, que já apresenta números expressivos: desde 2020, o equipamento movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão, com taxa de ocupação hoteleira de 66,5% — a maior dos últimos 15 anos.

Para 2026, a expectativa é de 64 eventos agendados, com público superior a 500 mil pessoas. O turismo de negócios, segundo dados da FGV, tem papel estratégico nesse cenário, já que gera, em média, três vezes mais gastos do que o turismo de lazer. Em paralelo, dados do aeroporto de Salvador indicam movimentação de 8,5 milhões de passageiros no último ano, reforçando o potencial da cidade como hub de eventos e negócios.

A segunda frente do projeto é a criação de um indicador de alta frequência da atividade econômica de Salvador. A ferramenta reunirá dados como arrecadação, geração de empregos (Caged), movimentação bancária e massa salarial, com o objetivo de reduzir a defasagem entre a dinâmica real da economia e a divulgação oficial do Produto Interno Bruto (PIB). “A ideia não é substituir o PIB, mas suprir esse intervalo com um indicador confiável e atualizado, respeitando inclusive a sazonalidade da cidade, marcada por eventos como o Carnaval e o turismo”, destacou Thobias.

Já o terceiro eixo prevê o suporte à elaboração de um plano logístico para Salvador, considerado o mais complexo. O estudo envolverá análise de origem e destino, mapeamento de nós logísticos e uso de geoprocessamento, com o objetivo de posicionar a capital baiana como um importante entreposto logístico e vetor de desenvolvimento regional.

Para o presidente da SalvadorPar, Marcos Lessa, a parceria é fundamental para orientar investimentos estratégicos. “Navegar no escuro é difícil. Precisamos de informação qualificada para direcionar melhor os recursos e identificar oportunidades de desenvolvimento para Salvador”, afirmou.

Lessa também destacou projetos urbanos em andamento que já impactam a cidade, como a requalificação de trechos em Pituaçu, que tem impulsionado o mercado imobiliário local, e novos investimentos previstos na região da orla. Ele ressaltou ainda o potencial de expansão do setor de eventos e turismo de negócios, além de iniciativas que visam revitalizar áreas como a Ribeira.

“A gente precisa pensar Salvador de forma integrada. Temos potencial para nos tornarmos uma referência internacional, algo como uma ‘Singapura das Américas’, aproveitando ativos como a Baía de Todos-os-Santos e nossa vocação turística e logística”, completou.

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