O diretor-presidente interino da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Leonardo Góes, fez um alerta sobre a situação dos recursos hídricos durante sessão solene na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta quinta-feira (26), onde recebeu a Comenda 2 de Julho.
Ao abordar o cenário global, o ex-presidente da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) afirmou que a crise hídrica já ultrapassou o campo das previsões e, em algumas regiões, tornou-se irreversível.
“A ANA tem um desafio enorme. O desenvolvimento no século XXI passa pela questão hídrica. Já temos regiões onde a ONU decretou que estamos vivendo um momento de falência hídrica. Não adianta mais, em algumas áreas, fazer ações de mitigação, pois não vai voltar a ser como era. A gente já precisa conviver; não adianta falar em crise”, afirmou Góes.
Durante o discurso, ele também detalhou o papel da ANA na regulação do setor de saneamento básico no país, especialmente após as mudanças trazidas pelo novo marco legal. Segundo o dirigente, a autarquia federal atua como referência normativa, enquanto as agências estaduais são responsáveis pela fiscalização direta dos serviços.
“A ANA faz a regulação do saneamento básico, garantindo que a universalização ocorra até 2033, criando normas de referência. Ela padroniza procedimentos, gerencia a malha de recursos hídricos no país, faz o controle e fornece dados e informações em grande quantidade e qualidade para que sejam tomadas decisões de ordem política e econômica”, explicou.
Góes assumiu interinamente a presidência da ANA no último dia 16 de março e destacou que sua experiência à frente da Embasa contribui para ampliar a visão sobre políticas públicas no setor.
Ele ressaltou ainda que a produção de dados técnicos e o fortalecimento da regulação serão fundamentais para que o país enfrente os impactos da escassez hídrica, permitindo ações mais eficazes tanto no campo econômico quanto social.
