A Federação Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM), no inglês Building and Wood Workers’ International ( BWI), organização sindical com sede em Genebra (Suíça), que representa cerca de 12 milhões de trabalhadores em 117 países, lançou uma campanha global em defesa de Cuba, diante do agravamento da crise econômica e humanitária enfrentada pela ilha caribenha. No centro dessa mobilização internacional está o dirigente brasileiro Bebeto Galvão, escolhido como um dos principais porta-vozes da mobilização na América Latina.
Vice-presidente nacional da Força Sindical e liderança histórica do setor da construção pesada, Bebeto assume papel estratégico ao representar o posicionamento de trabalhadores latino-americanos frente ao cenário internacional. Sua participação reforça não apenas sua projeção global, mas também o peso político do sindicalismo brasileiro nas grandes agendas internacionais.
A crise em Cuba se intensificou nos últimos anos, marcada por escassez de alimentos, medicamentos e energia, em grande parte agravada por restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos. As medidas coercitivas do governo de Donald Trump impactam diretamente a capacidade do país de importar insumos básicos e manter serviços essenciais, gerando efeitos sociais profundos.
Na campanha, a ICM denuncia o caráter coercitivo dessas medidas e mobiliza lideranças de diferentes continentes. Nesse contexto, Bebeto foi escalado como uma das vozes centrais para denunciar os impactos dessas ações sobre a população cubana e sobre o princípio de soberania entre nações.
Em sua fala, Bebeto adota um tom firme e direto ao apontar que a situação ultrapassa as fronteiras de Cuba: “Essas medidas coercitivas não atingem apenas Cuba, mas a soberania de todos os povos. Nenhuma nação tem o direito de transformar pressão política em sofrimento humano.”
A declaração sintetiza a linha política da campanha internacional e posiciona Bebeto como uma liderança de articulação com densidade política e alcance global.
Ao vincular o caso cubano a uma pauta mais ampla de soberania e direitos humanos, ele amplia o debate e reposiciona o tema no cenário internacional.
Além da denúncia, Bebeto também destacou a solidariedade aos trabalhadores cubanos, especialmente do setor da construção, diretamente afetados pela crise econômica. Sua fala reforça a importância da cooperação internacional e da unidade da classe trabalhadora diante de contextos de pressão externa.
A escolha de Bebeto como porta-voz não é casual. Ela reflete sua trajetória política, sua inserção em organismos internacionais e sua capacidade de dialogar com diferentes realidades dentro do movimento sindical global.
