O senador Otto Alencar afirmou que o PSD não teve na indicação de nomes para a vice na chapa governista da Bahia e atribuiu ao MDB a responsabilidade por movimentos anteriores na composição.
“Não, não, não fomos nós do PSD que indicamos vice. Quem indicou vice, filho do Angelo Coronel, o Diego Coronel, foi o próprio MDB. Então, não fomos nós que fizemos”, disse em entrevista à Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (23).
Na mesma fala, o senador citou o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, como um nome com maior alcance político para ocupar a vaga, destacando sua capilaridade no estado.
“Eu não sei se tentou Zé Ronaldo, que eu respeito muito, é um grande amigo meu, é um político muito correto. E, Zé Ronaldo tem uma dimensão maior nessa posição de ser vice na chapa, tem uma posição. Ele não é setorial, não é daquela região dele”, afirmou.
Otto também fez comparações com outras lideranças locais ao avaliar o peso político necessário para a função. “Por exemplo, o prefeito de Jequié, é um bom prefeito, eu o conheço, mas ele é pontual. Ele não sai dali. Ele não tem liderança no oeste da Bahia. Talvez nem sabe quem seja. E nem no nordeste, nas bandas de Paulo Afonso, Jeremoabo, Paripiranga, não tem. Não tem, na metropolitana. Eu também não vejo no extremo sul. E também não vejo também na chapada muito menos. Não a dimensão que Zé Ronaldo tem”, completou.
A declaração ocorre em meio às indefinições sobre a escolha do candidato a vice na chapa governista, tema que tem gerado divergências entre partidos da base aliada e ampliado a disputa interna por espaço na composição eleitoral.
