O presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, comentou nesta sexta-feira (20) as articulações políticas de bastidores que vêm colocando o partido como principal destino de lideranças de olho nas eleições de 2026. Ele explicou as estratégias para formação da chapa e revelou detalhes de negociações envolvendo figuras importantes da política de Salvador e do estado.
Ao abordar a possível ida de Carlos Muniz para o MDB, Lúcio destacou que a movimentação está ligada à viabilidade eleitoral da nova geração da família. “Eu não creio que o Carlos Muniz, o pai, saia do PSDB. Quem vai migrar, por uma questão também de chapa, é o filho. Muniz já declarou: ‘eu quero eleger meu filho’. Então ele tem que ir para o partido que tenha condições de eleger”, afirmou.
O dirigente também criticou o que classificou como um “leilão” de promessas promovido por outras siglas durante a janela partidária. “Está difícil escolher o partido que está oferecendo o céu até acabar o prazo da filiação. Se for cair em lorota, em promessa, meu Deus do céu. O cara diz: ‘partido tal me ofereceu tantos milhões’. Eu digo: então vá para ele”, ironizou, ao reforçar que o MDB aposta em oferecer condições concretas, e não promessas vazias.
Lúcio aproveitou ainda para negar qualquer possibilidade de saída do deputado federal Ricardo Maia do partido. “Nunca ouvi da boca de Ricardo nada diferente. É o melhor partido para ele se eleger. O filho dele é prefeito pelo MDB, tem um relacionamento espetacular conosco e ocupa posições como o DNIT através do partido”, disse, classificando os rumores como “mimimi” de bastidores.
Ao explicar o motivo de o MDB ter se tornado tão atrativo para pré-candidatos a deputado, o cacique ressaltou que a legenda não prioriza apenas quem já possui mandato. “Aqui nós estamos montando uma chapa para fazer quatro federais e vai ganhar quem tiver a unha maior. Não tem esse negócio de só trabalhar para quem tem mandato. Nós estamos levantando as paredes e aí disputem”, explicou.
Para 2026, a estratégia do partido envolve a construção de uma base ampla, reunindo desde puxadores de voto até novos nomes com potencial de crescimento. “Temos candidatos com 150 mil votos e estamos trazendo os de 10 a 15 mil. Enquanto nos outros partidos alguém vai para ser literalmente ‘rabada’, aqui no MDB o candidato vem para disputar a eleição de igual para igual”, concluiu Lúcio Vieira Lima.
