Salvador, 19/03/2026 09:23

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Wagner cita nora em caso do Banco Master, nega irregularidades e diz que “está tudo absolutamente normal”

Foto: PAOP
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O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que o caso envolvendo pagamentos do Banco Master a uma empresa ligada à sua família deve ser investigado, mas negou qualquer irregularidade e disse estar “muito tranquilo” em relação às apurações.

A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metrópole, após a revelação de que a instituição financeira teria pago ao menos R$ 11 milhões à empresa de Boonnie Bonilha, nora do senador e esposa de Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia.

“Falando logo desse assunto que tomou conta de tudo, porque ano de eleição também é ano de especulação. 2018 foi a mesma coisa, estava começando o ano, fizeram uma especulação comigo e tal, depois não provaram nada e acabou que eu estou aqui como o senador mais bem votado da história da Bahia”, disse.

Wagner classificou o episódio como um “grande escândalo nacional”, mas defendeu a necessidade de diferenciar eventuais irregularidades de acusações infundadas. “Agora, como essa questão do Máster virou um grande escândalo nacional, e é um escândalo realmente, só que a gente precisa separar o joio do trigo, tem muito trambicagem feita”, afirmou.

Segundo o senador, a empresa envolvida teria atuado em uma intermediação financeira realizada em 2022, antes do atual governo estadual. Ele também afirmou que o contrato foi posteriormente desfeito. “Por incrível que pareça, ano passado houve o distrato, exatamente no nosso governo houve o distrato dessa coisa, também não sei porque, porque o negócio é deles lá”, disse.

Wagner afirmou ainda que os envolvidos já apresentaram esclarecimentos jurídicos e se colocaram à disposição das autoridades. “Essa está sendo oferecendo sigilo fiscal, sigilo bancário, tudo que for necessário para explicar, já tem tudo lá, pedimos o advogado para olhar e está tudo absolutamente normal”, declarou.

O senador citou que o caso está sob análise do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e que houve manifestação formal com abertura de dados às autoridades. “Fizeram a petição pro ministro André Mendonça, que é quem tá tocando esse caso, e dizendo: ‘tá aqui o que precisar’, ter uma disposição da Polícia Federal aqui pra dar as explicações necessárias”, afirmou.

Ao final, Wagner disse que prefere manter distância do tema no debate político e reforçou a defesa de investigações. “Eu sou do tipo que família é família, política é política, negócio é negócio. Então eu tô muito tranquilo. […] Apure-se tudo, quem tiver culpa no cartório que pague, eu sempre defendi isso”, disse.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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