O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, voltou a defender nesta terça-feira (17) as operações de crédito contratadas pelo governo Jerônimo Rodrigues (PT), ao argumentar que o estado mantém baixo nível de endividamento e capacidade de investimento.
A declaração foi dada durante o lançamento do Programa de Qualificação para o Turismo da Bahia (Qualiturismo Bahia), na capital baiana. Segundo Vitório, os empréstimos fazem parte de uma estratégia para sustentar o ritmo de investimentos públicos, especialmente diante das mudanças trazidas pela reforma tributária.
“Dos mais de 20 bilhões investidos até agora pelo governo Jerônimo, 5 foram provenientes de operações de crédito, 5 bilhões. Só para dar uma ideia do que a gente tem de musculatura para enfrentar o momento e para continuarmos na vice-liderança em investimentos no país”, declarou.
O secretário afirmou que o novo modelo tributário tende a reduzir a chamada “guerra fiscal” entre estados, mas também limita instrumentos de atração de empresas, o que, segundo ele, reforça a necessidade de investimento público.
“Eu acho que é uma conquista importante. Nós estamos aí com a reforma tributária que já está acontecendo, já vai começar a entrar em vigor de uma maneira um pouco mais acelerada e vai se acelerando ao longo do tempo. Isso significa que, por um lado, nós não vamos ter mais a guerra fiscal. Por outro lado, nós também perdemos os instrumentos incentivos de fixação e ampliação de empreendimentos”, afirmou.
Nesse cenário, Vitório defendeu que o Estado amplie investimentos em infraestrutura como forma de manter a competitividade econômica.
“Nesse momento, ainda é mais importante que a Bahia possa fazer investimentos para melhorar a sua infraestrutura. Isso é o que nós estamos fazendo. E estamos fazendo isso com absoluta tranquilidade e responsabilidade porque nós somos um Estado muito, mas muito pouco endividado, um dos menores endividados do país”, disse.
Para sustentar o argumento, o secretário comparou a situação fiscal da Bahia com a de outras unidades da federação e afirmou que o estado preserva margem para continuar investindo.
“Para os senhores terem ideia, enquanto o Estado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro deve mais de uma centena de bilhões de reais, cinquenta, alguns, depende de cada um, de bilhões de reais. A União, o Estado da Bahia deve cinco. Tudo bem, são Estados muito maiores, mas não é essa a diferença. Então, é um Estado que sabe manter o equilíbrio fiscal para continuar investindo e trazendo mais conforto e mais possibilidade, inclusive, de empregos para a Bahia”, concluiu.
