A Bahia iniciou a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora, iniciativa que busca ampliar a participação de micro, pequenas e médias empresas do estado no comércio internacional. O projeto integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Representantes do governo federal, do governo baiano — por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) — e de instituições parceiras participaram nesta sexta-feira (13) de reunião na sede do Banco do Nordeste do Brasil, em Salvador, para discutir estratégias voltadas à ampliação da presença de empresas baianas no mercado externo.
Durante o encontro, foi iniciada a construção colaborativa do plano estadual da PNCE. A programação incluiu a apresentação do panorama da iniciativa, debates sobre o contexto econômico local e a identificação de desafios e oportunidades para fortalecer a cultura exportadora no estado.
Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a elaboração dos planos estaduais busca alinhar as políticas federais às demandas regionais.
“A construção colaborativa desses planos alinha esforços federais e regionais para responder às necessidades locais e interiorizar o comércio exterior, ampliando a base exportadora e levando os benefícios do comércio exterior a mais locais, empresas e famílias”, afirmou.
A SDE participou das discussões sobre diretrizes políticas, arranjos institucionais, financiamento e promoção da imagem da produção baiana no exterior. Representando o secretário da pasta, Angelo Almeida, o superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico, Luciano Giudice, destacou o potencial de expansão das exportações do estado.
“A Bahia aguardava há muito tempo a oportunidade de integrar um projeto estruturado como o Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora. Já vemos produtos baianos ganhando o mundo, como o chocolate da agricultura familiar, além da cachaça e dos vinhos produzidos na Chapada e no Vale do São Francisco. Nosso objetivo agora é fortalecer essa cultura exportadora e ampliar ainda mais a presença dos produtos da Bahia no mercado internacional. Cerca de 50% de tudo o que o Nordeste exporta sai da Bahia, o que demonstra que temos potencial e diversidade para alcançar esse objetivo”, afirmou.
Das 27 unidades federativas do país, a Bahia é a oitava a elaborar o plano estadual da política, tendo a SDE como ponto focal da iniciativa. O encontro reuniu mais de 30 técnicos de instituições federais e estaduais, que discutiram desafios enfrentados pelos diferentes atores do processo exportador e definiram ações estratégicas, metas intermediárias e resultados esperados para ampliar a inserção internacional da economia baiana.
Política nacional
Criada em 2023 pelo governo federal, a Política Nacional de Cultura Exportadora conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e busca promover, de forma coordenada, a cultura exportadora no país, estimulando a participação de governos estaduais e de instituições públicas e privadas ligadas ao comércio exterior.
A política é conduzida por um comitê nacional presidido pelo MDIC e integrado por órgãos como os ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, além do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O colegiado reúne ainda representantes de todos os estados e do Distrito Federal, além de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Correios, Embratur, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional de Serviços (CNS), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).
