O senador Jaques Wagner (PT-BA) detalhou, em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (26), as articulações para a formação da chapa majoritária governista nas eleições de 2026 na Bahia. Líder do governo no Senado, ele confirmou a estratégia de uma composição “puro-sangue” do PT para as principais vagas, reunindo o governador Jerônimo Rodrigues na disputa pela reeleição e os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos ao Senado.
Para o parlamentar, a configuração é natural diante do histórico político do grupo. Ele também classificou a formação como “Chapa 4G”, em referência aos três governadores — um atual e dois ex — além do vice-governador Geraldo Júnior.
Durante a entrevista, Wagner revelou que tentou construir uma alternativa para manter o senador Angelo Coronel no grupo governista, após o parlamentar anunciar saída do PSD e aproximação com a oposição por não ter sido incluído na chapa.
“Eu cheguei a propor que a gente pudesse, como são 8 anos de Senado, eu digo: eu posso ficar 4, se ele fosse meu suplente, e depois eu sairia, ele ficaria 4 anos. Uma tentativa, que eu sou sempre um conciliador, de que a gente pudesse manter todos nessa caminhada”, afirmou Wagner.
Segundo o senador, Coronel não aceitou a proposta de um mandato compartilhado por entender que deveria ocupar a vaga como titular. Com isso, Wagner avaliou que o cenário acabou antecipando uma definição interna.
“No ponto de vista do Senado, na nossa chapa, acabou precipitando a solução. Então, é o Rui Costa e eu que vou para a reeleição. O pessoal vai dizer: só tem PT? Na verdade, tem um governador que vai para a reeleição e dois ex-governadores”, argumentou.
Apesar de defender a manutenção do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) na composição, Wagner ponderou que a decisão final caberá ao governador Jerônimo Rodrigues e ao conselho político da base aliada, após novas rodadas de diálogo.
“Eu emiti uma opinião: para mim, como o time está ganhando, podermos manter significa manter o governador Jerônimo e manter também o Geraldo Júnior dentro da chapa. Mas essa decisão está a cargo do governador e do conselho político”, declarou.
Ao encerrar, o senador demonstrou confiança na força eleitoral do grupo, mas ressaltou a necessidade de cautela até as convenções partidárias. “Eu sinceramente acho que essa é uma chapa extremamente forte. São 19 anos de trabalho pela Bahia e pelos baianos, que é o meu orgulho profundamente”, concluiu.
Wagner também destacou que a relação com o PSD de Otto Alencar permanece sólida, apesar do movimento individual de Angelo Coronel.
