Cotada para integrar como vice uma eventual chapa de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (23), em entrevista à CBN Salvador, que o impasse envolvendo o PSDB no município foi resolvido.
A tensão girava em torno da pré-candidatura de Wagner Alves, marido da prefeita, a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O movimento teria causado desconforto no deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Casa, e preocupação no deputado federal Adolfo Viana, diante da possibilidade de divisão de votos na cidade.
Sheila minimizou o desgaste e destacou a relação com o parlamentar tucano. “Thiago é um amigo muito querido. Os pais dele são nossos amigos, moram em Vitória da Conquista. Ele foi o deputado mais votado na cidade com o nosso apoio na última eleição. É natural que ele tivesse a perspectiva de ampliar essa votação”, afirmou.
Pesquisa indicou demanda por representante local
Segundo a prefeita, a decisão de lançar Wagner Alves partiu de um diagnóstico eleitoral. Ela afirmou que pesquisa realizada no município apontou insatisfação de eleitores da centro-direita com a ausência de representantes locais na Assembleia.
“Atualmente, temos dois deputados da base do governo estadual que representam a cidade, José Raimundo, do PT, e Fabrício Falcão, do PCdoB. Mas, no campo da centro-direita, vivendo em Vitória da Conquista e sentindo os problemas da cidade, não temos nenhum representante. A população vinha exigindo isso, e a pesquisa deixou isso muito claro”, disse.
Ela relatou que vereadores aliados foram consultados sobre a possibilidade de disputar o cargo, mas nenhum se colocou à disposição, sob o argumento de dificuldade para expandir votos além do município. Diante do cenário, o grupo decidiu lançar o nome do marido.
Acordo para respeitar bases eleitorais
Sheila afirmou que esteve em Salvador para tratar do tema diretamente com Tiago Correia, ACM Neto e Adolfo Viana. Segundo ela, houve entendimento para evitar conflito nas bases.
“O que ficou acordado é que iríamos respeitar as bases um do-outro em Vitória da Conquista, e isso está sendo feito. Não acredito que teremos problema algum”, declarou.
A prefeita também argumentou que o tamanho do eleitorado local permite a coexistência de candidaturas competitivas. “Estamos falando de cerca de 220 mil votantes. Não é uma cidade pequena onde, se um cresce, o outro não tem chance. Há espaço para que Tiago tenha boa votação, para que Wagner tenha votação na cidade e também em toda a região Sudoeste”, concluiu.
A movimentação ocorre em meio às articulações para formação das chapas majoritárias na Bahia, cenário no qual Sheila é apontada como possível vice na candidatura de ACM Neto ao Palácio de Ondina.
