O prefeito Bruno Reis (União Brasil) comemorou o crescimento no número de turistas em Salvador durante o Carnaval. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (16), ele ressaltou a importância do impacto econômico gerado pelos visitantes, que contribuem diretamente para custear a festa.
“O turista que vem é fundamental para ajudar a gente a pagar essa conta. Quando ele desce no aeroporto, a prefeitura arrecada 5% de ISS da taxa de embarque, quando ele pega a van, quando vai para o hotel, para o bar, restaurante, quando compra o camarote, o bloco, quando consome os nossos serviços, vem gastar dinheiro aqui e gera emprego, oportunidade. Turista sempre quanto mais, melhor. Folião local, quanto mais, melhor”, afirmou em entrevista coletiva.
No domingo (15), a taxa de ocupação da rede hoteleira alcançou 99,5%, superando os 96,4% registrados no mesmo dia da festa em 2025. O aumento do fluxo também foi observado no Aeroporto de Salvador e na nova rodoviária da capital. O terminal aéreo contabilizou 78 pousos, número 30% maior que o verificado no domingo de Carnaval do ano anterior, quando houve 60 chegadas. Já o total de passageiros desembarcados saltou de 9.225 em 2025 para 11.690 em 2026, representando crescimento de 26,7%.
Ao falar sobre o futuro da festa, o prefeito relembrou a reestruturação do circuito do Campo Grande, iniciativa que ajudou a redistribuir o público e reduzir a concentração de foliões na Barra-Ondina.
“A gente precisa ter a capacidade de realizar um carnaval para que eles possam se distribuir melhor na cidade para que a gente ofereça os serviços públicos e políticas públicas e todos saiam com nível de satisfação elevada e com desejo de voltar. Mas eu não tenho dúvidas, no futuro o novo prefeito vai ter que enfrentar esse desafio. Eu ainda tenho mais dois anos, 2027 e 2028, ainda na minha gestão, todas as iniciativas, medidas que adotamos, 700 mil pessoas é um número grandioso, 200 mil pessoas no Pelourinho, contra 1,073 milhão na Barra-Ondina”, disse.
“Há três anos, essas 900 mil pessoas estão na Barra-Ondina. Aqui tinham 100, 200 mil pessoas e o resto tudo lá. Nenhum ambulante queria trabalhar aqui, era uma briga. Ele credenciava aqui com o kit e descia lá para baixo e ocupava mais espaço lá. Quando a gente trouxe o folião para cá, trouxemos estrutura para manter os ambulantes aqui, parte da segurança e todos os serviços vieram para cá”, complementou.
Apesar dos resultados positivos, Bruno Reis não descartou a criação de um novo espaço para a folia após o fim do seu mandato. “Acho que esse problema vai chegar, mas ainda é médio e longo prazo. Agora, quem sabe a gente já não se prepara aí para deixar o caminho para o próximo que vai vir, testando um outro evento fora do período normal do carnaval, em outras áreas da cidade para ir preparando para esse futuro. Mas não tenho dúvidas que esse momento vai chegar”, finalizou.
