O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reagiu neste domingo (15) a críticas sobre a regulação de leitos no estado e afirmou que a estratégia do governo é reorganizar o sistema público de saúde a partir do fortalecimento da atenção básica nos municípios.
Segundo ele, a ampliação de unidades como UBSs e UPAs é o caminho para reduzir a pressão sobre hospitais de média e alta complexidade, frequentemente apontados como gargalos no atendimento.
Durante entrevista coletiva, o governador disse que tem orientado prefeitos a priorizarem a estruturação da rede municipal, com apoio financeiro do Estado.
“Estamos estendendo a mão e dizendo: ‘Prefeito, faça uma UBS, uma UPA, está aqui o dinheiro. Faz um centro de reabilitação’. Esse comando que estamos dando é para organizar a atenção básica. No dia que a gente ver o SUS com a atenção básica forte, esse hospitais que estamos fazendo, é possível que tenhamos que reduzir o uso de alguns hospitais de leitos, porque vai ser tão efetivo o atendimento de atenção básica que com certeza, os nossos hospitais só servirão para serviços de ponta, de extrema delicadeza que precisamos fazer na alta complexidade”, afirmou.
A declaração ocorre em meio a questionamentos de adversários sobre filas e dificuldades no acesso a leitos regulados. Sem mencionar críticas específicas, o petista defendeu que a reorganização do fluxo assistencial depende de cooperação entre Estado e prefeituras, independentemente de alinhamento político.
“Temos uma demanda concreta e não vamos olhar o partida de quem está governando. Se o prefeito estiver disposto a fazer um atendimento de atenção básica, vai ter todo o apoio e o que tiver de responsabilidade para alta complexidade, não tenha dúvidas, não estamos deixando nada fora do planejamento da gente”, completou.
O governador argumenta que, com a atenção primária estruturada, casos menos graves deixariam de sobrecarregar hospitais regionais e estaduais, permitindo que essas unidades se concentrem em procedimentos de maior complexidade.
