Salvador, 15/02/2026 19:06

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ACM Neto ironiza Jerônimo por se “esconder” em Lula e minimiza presença do presidente no Carnaval: “Veio, e daí?”

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Pré-candidato ao governo afirma que eleitor baiano já conhece gestão do petista e que estratégia de usar imagem do presidente como “bengalinha” não funcionará em 2026; compara passagem de Lula à vinda de Ancelotti à festa.

SALVADOR – O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) , voltou a atacar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) neste domingo (15), durante o quarto dia do Carnaval. Em tom ácido, ele ironizou a tentativa do campo governista de cobrar da oposição um “agradecimento” pela presença do presidente Lula (PT) na festa e minimizou o impacto político da visita.

“Mas por que agradecer? Não estou entendendo. O que é que Lula é mais importante do que qualquer pessoa que vem para cá para curtir o Carnaval? Ele é presidente, a gente respeita isso. Acho bacana ter Lula aqui, como foi bacana ter o Ancelotti”, rebateu Neto, referindo-se ao técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, que escolheu Salvador para sua estreia na folia.

Para o líder do União Brasil, o ineditismo da presença do treinador italiano nos circuitos tem peso cultural e turístico que rivaliza com a agenda presidencial. “Talvez até mais inédito, né? E o Ancelotti veio participar do Carnaval de Salvador. Mas isso não muda nada na política. Nada, absolutamente nada”, afirmou.

“Bengalinha”

Ao comentar o cenário sucessório, Neto acusou Jerônimo de usar a imagem de Lula como uma “bengalinha” para mascarar as deficiências de sua administração. Segundo ele, a estratégia de “se esconder” atrás da popularidade do presidente — que funcionou em 2022 — não colará desta vez.

“Aí Jerônimo fica naquela bengalinha dele, achando que mais uma vez a gente vai enganar os baianos. Ele pegou há quatro anos atrás. Dessa vez todo mundo já conhece Jerônimo. Ele não vai poder se esconder em Lula”, disparou o ex-prefeito.

Neto argumentou que o eleitor baiano atingiu maturidade para separar o julgamento do governo federal da avaliação da gestão estadual. Para ele, o “escudo” de Jerônimo está desgastado pela realidade cotidiana, especialmente em áreas como segurança e desemprego.

“As pessoas estão absolutamente conscientes que uma coisa é a escolha para presidente, outra é para governador. Jerônimo não vai mais enrolar as pessoas com conversa fiada e com esse escudo de se esconder atrás de Lula. Na passada funcionou, agora não vai dar mais”, finalizou o pré-candidato.

A declaração acirra ainda mais o tom da disputa, em meio à consolidação da oposição com a chegada do senador Ângelo Coronel e à aposta do grupo governista em nacionalizar o debate com a presença de Lula na Bahia.

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