O deputado federal Leo Prates (PDT-BA) afirmou nesta quinta-feira (12) que sua permanência no partido ficou comprometida após a decisão da legenda de se aproximar do governo de Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.
A declaração foi dada durante a abertura do Observatório da Câmara Municipal de Salvador, no circuito Osmar (Campo Grande), em meio às articulações políticas do Carnaval.
Aliado histórico de ACM Neto (União Brasil) e ex-secretário municipal de Saúde, Prates classificou o momento como delicado e disse que foi contrário ao movimento interno do PDT de compor com a base governista estadual.
“Estão me colocando para fora do PDT. Estou muito triste, estou com o coração partido”, declarou à imprensa.
Segundo o parlamentar, ele foi “voz vencida” na discussão interna que levou o partido a se aproximar do Executivo baiano. “O PDT sabe que eu entrei sendo aliado de ACM Neto. Essas circunstâncias políticas dificultam muito a minha permanência. Eu não posso mentir a vocês nem ao partido”, afirmou.
Prates ressaltou que mantém relação pessoal com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e com o presidente estadual, Félix Mendonça Jr., mas reconheceu que a divergência estratégica criou um impasse político.
O deputado disse que a definição sobre seu futuro deve ocorrer após o Carnaval. “Meu desejo é ficar no PDT, mas se tiver que sair, saio com o coração realmente partido”, pontuou.
Embora evite antecipar um novo destino partidário, nos bastidores é dada como provável sua migração para uma legenda da base do prefeito Bruno Reis (União Brasil), mantendo o alinhamento com o grupo de oposição ao governo estadual. União Brasil e PSDB aparecem como alternativas discutidas por aliados.
