Presidente da CBPM classifica discurso de “panelinha” como tentativa frustrada de copiar campanha de 2006 e afirma que trajetória do governador, filho de vaqueiro nascido em povoado humilde, incomoda elites tradicionais.
O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, não poupou críticas ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) durante a abertura oficial do Carnaval da Bahia, no Circuito Campo Grande, nesta quinta-feira (12). Em tom contundente, ele rebateu a tentativa da oposição de rotular a gestão petista como uma “panelinha” e devolveu o discurso ao adversário.
“Eu acho que Neto está tão perdido que tenta plagiar a campanha de 2006. A ideia da ‘panelinha’ foi criada naquela época e foi justamente derrotada pelas forças democráticas, que mudaram a realidade da Bahia”, disparou.
Carballal também refutou a narrativa de que o presidente Lula não teria protagonismo na eleição estadual. Para ele, embora o cenário nacional seja relevante, a força política de Jerônimo Rodrigues (PT) é autêntica e construída a partir de sua própria trajetória.
O dirigente foi além e colocou a origem humilde do governador como o principal contraste com os adversários. “Jerônimo tem a cor do povo, o cheiro do povo, fala como o povo, porque sentiu na pele as dificuldades. Filho de vaqueiro, veio de um pequeno povoado sem estrutura e se tornou a maior liderança política do nosso estado. Isso incomoda”, afirmou.
Sem citar nomes, Carballal sugeriu que setores da velha política baiana não se conformam com a ascensão de um líder com raízes populares. Para ele, essa conexão genuína com a população seguirá sendo o diferencial do governador nas urnas.
