Ex-presidente da UPB admite conversas com oposição, mas reforça vínculo com o PSD e com Otto Alencar; cogitado para vice na chapa de ACM Neto, ele estabelece prazo para decidir entre permanência na base governista ou aliança com o União Brasil.
SALVADOR – O ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre (PSD) , manteve-se em compasso de espera nesta quinta-feira (12) ao ser questionado sobre os rumos de sua carreira política. Durante a abertura do Carnaval de Salvador, o gestor evitou confirmar rompimento com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) , embora tenha admitido publicamente que negociações avançadas com a oposição estão na mesa.
“As definições vão acontecer agora em março. Há tratativas, isso ninguém pode negar, mas a gente aguarda um melhor formato para que seja bom para os parceiros e para a Bahia”, declarou.
Cotado para compor como vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) , Quinho tratou de ressaltar sua atual filiação partidária. “Eu me mantenho como candidato a deputado estadual pelo PSD. Sou do PSD, estou filiado no PSD e me mantenho sob a liderança do senador Otto Alencar”, afirmou, em aceno direto ao comando da legenda.
O ex-presidente da UPB também destacou o capital político construído à frente da entidade municipalista como trunfo para negociar com tranquilidade seu destino. Segundo ele, a boa relação com parlamentares de diferentes campos políticos lhe garante liberdade para avaliar o melhor caminho.
Quinho, no entanto, estabeleceu um cronograma objetivo para o desfecho do imbróglio. “Os próximos dias serão fundamentais. Até o dia 4 de abril nós teremos muita coisa para acontecer na Bahia”, previu, referindo-se ao prazo final da janela partidária, data-limite para filiações de quem pretende disputar as eleições de outubro.
O calendário eleitoral, portanto, funcionará como fiel da balança. Caberá a Quinho Tigre decidir, até 4 de abril, se permanece fiel ao grupo de Jerônimo Rodrigues e ao PSD ou se oficializa a adesão ao projeto oposicionista liderado por ACM Neto — levando consigo o peso político de sua trajetória no interior baiano.
