Ação conjunta com a CGU apura supostas irregularidades em contratos da área da saúde celebrados a partir da pandemia; administração municipal garante colaboração e diz que contratos sob investigação são de gestões anteriores
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (28) a Operação Litíase no município de Juazeiro, no norte da Bahia. A ação investiga supostas irregularidades em contratos públicos na área da saúde, com fatos apurados a partir do período da pandemia da Covid-19, envolvendo gestões municipais anteriores e acordos firmados até 2023, período em que Suzana Ramos esteve à frente da PM
Em resposta imediata, a gestão Andréi Gonçalves emitiu uma nota oficial esclarecendo não é alvo da operação e defendendo apuração rigorosa dos fatos. A nota termina destacando que a administração municipal tem colaborado com o que tem sido solicitado para elucidação dos fatos.
Compromisso com Transparência e Colaboração
A nota da prefeitura reforçou o compromisso da gestão “com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos”, especialmente os destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O município se declarou à disposição da PF, da CGU e de outros órgãos de controle para colaborar com as investigações, fornecendo documentos e informações necessárias.
A administração também destacou que, desde o início do mandato, tem adotado medidas de fortalecimento do controle interno, revisão de contratos e aprimoramento da governança, com foco na “responsabilidade fiscal e na ética administrativa”.
Investigação em Andamento
A Operação Litíase segue em andamento, com o objetivo de apurar eventuais desvios de recursos federais destinados à saúde no município na gestão Suzana Ramos. A ênfase da prefeitura em separar a gestão atual dos fatos investigados busca isentar a administração do prefeito Andrei de qualquer associação com o escândalo, posicionando-a como uma aliada da transparência em meio à operação policial.
