O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), apresentou nesta terça-feira (27) as articulações conduzidas pelo Governo do Estado para enfrentar a crise que atinge a cacauicultura baiana. Após cumprir agendas em Ilhéus e manter diálogos diretos com o governador Jerônimo Rodrigues, o parlamentar defendeu a criação de um mecanismo de proteção que assegure um valor mínimo para a arroba do cacau, como forma de preservar a atividade produtiva diante da entrada de amêndoas importadas da África.
Rosemberg ressaltou que o setor possui particularidades que impedem soluções simplistas. De acordo com ele, a produção nacional ainda não é suficiente para atender integralmente a demanda das indústrias moageiras instaladas no país, o que torna inviável o bloqueio total das importações. Ainda assim, o deputado criticou a ausência de critérios que garantam a sustentabilidade econômica dos produtores locais.
“Não podemos deixar a nossa produção reduzida em função de uma importação sem critério. É preciso garantir os custos e o resultado dos empreendimentos de quem produz aqui”, afirmou, ao destacar a contribuição técnica de especialistas como Newton Cruz e de instituições acadêmicas, a exemplo da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), na formulação de alternativas para o setor.
Segundo o líder governista, a estratégia passa por levar o debate ao âmbito federal, buscando construir um entendimento que envolva o Ministério da Agricultura, as indústrias do segmento e as entidades representativas dos produtores. A meta, conforme explicou, é assegurar o abastecimento das fábricas sem permitir que o aumento da oferta externa provoque a queda dos preços internos a patamares considerados insustentáveis, como os observados nos últimos meses.
