Salvador, 26/03/2026 12:16

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Rosemberg Pinto rebate acusações de abandono e defende ações do governo para a cacauicultura baiana

Foto: PAOP
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O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), contestou nesta terça-feira (27) as críticas feitas pela oposição, que acusam o Estado de ter “abandonado” os produtores de cacau. Em meio aos protestos realizados por cacauicultores do Sul da Bahia, que no último domingo (25) bloquearam a BR-101, o parlamentar saiu em defesa da gestão do governador Jerônimo Rodrigues e afirmou que a crise enfrentada pelo setor demanda uma resposta articulada em nível nacional.

Segundo Rosemberg, a forte queda no preço da arroba do cacau é reflexo de um cenário complexo, que não pode ser atribuído apenas às políticas estaduais. Ele destacou que o governo da Bahia lançou recentemente um programa voltado ao bioma da Mata Atlântica, com foco no fortalecimento da produção de cacau no sistema Cabruca, que alia o cultivo à preservação ambiental. A iniciativa, de acordo com o deputado, busca agregar valor ao produto, ampliar o acesso à tecnologia e melhorar a renda dos agricultores.

“O governador recebeu os produtores em Ilhéus para discutir o avanço tecnológico. Não é uma questão de abandono, mas um desafio estrutural que enfrentamos há décadas”, afirmou.

O líder governista também abordou a principal reivindicação dos produtores em 2026, relacionada à importação de amêndoas de cacau, que, segundo o setor, estaria provocando uma saturação do mercado interno e contribuindo para a queda acentuada dos preços — de cerca de R$ 1.000 para aproximadamente R$ 250 a arroba em um intervalo de um ano. Para Rosemberg, o enfrentamento do problema passa pela construção de uma solução conjunta envolvendo o Governo Federal, as indústrias moageiras e os produtores rurais.

“Precisamos de uma solução que proteja quem produz no Brasil e garanta a sobrevivência da nossa cacauicultura diante dessa instabilidade global”, concluiu o deputado.

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