O deputado estadual Robinson Almeida (PT) prestou homenagem ao colega de parlamento Alan Sanches (União Brasil), morto no sábado (17), vítima de um infarto, durante a cerimônia de despedida realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, o petista ressaltou que a trajetória de Sanches foi marcada pela combinação entre a atuação política e o exercício da medicina, sempre mediada pela empatia no trato com as pessoas.
Visivelmente abalado, Robinson descreveu a morte do deputado como um “susto”, diante do convívio recente e frequente no plenário até o fim do ano passado. Segundo ele, a presença de Alan Sanches era constante não apenas nos debates legislativos, mas também em momentos simbólicos da vida cultural baiana, como as festas populares, a exemplo da Lavagem do Bonfim.
“Alan era aquela figura brincalhona, bem-humorada e, ao mesmo tempo, muito coerente com o que pensava. Fez uma oposição firme nesta Assembleia, mas, nas relações pessoais, era sempre o amigo querido”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar do PT, o principal diferencial de Sanches estava na capacidade de unir duas vocações — a medicina e a política — a partir de um mesmo eixo: a disposição para cuidar de pessoas. Robinson citou episódios do cotidiano legislativo para ilustrar essa postura.
“Ele [Alan Sanches] frequentemente dava orientações ortopédicas e recomendações de saúde aos colegas; atuava como ponte entre demandas da prefeitura e do governo do estado, independentemente de cores partidárias e mantinha o trato respeitoso mesmo diante de divergências ideológicas acentuadas”, disse.
Com quatro mandatos como deputado estadual, além de passagem pela Câmara Municipal de Salvador, que chegou a presidir, Alan Sanches se preparava para disputar uma vaga de deputado federal. Para Robinson Almeida, sua morte representa uma “perda grande” para o Legislativo baiano. O petista definiu o colega como um “deputado do argumento”, que priorizava o debate qualificado e posições fundamentadas.
“Ele conseguiu fundir na sua existência duas dimensões que têm um ponto de convergência: o médico e o político. Alan preencheu de forma intensa os pré-requisitos dessas duas atividades”, concluiu.
